Para o técnico Felipão, grupo forte é “ótimo” para o Brasil

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Publicado sábado, 1 de dezembro de 2012 as 16:38, por: cdb

O técnico Luiz Felipe Scolari considerou positivo para a seleção brasileira o desafio de enfrentar equipes fortes na primeira fase da Copa das Confederações, como forma de preparação para o Mundial de 2014.

De acordo com sorteio feito em São Paulo neste sábado, o Brasil enfrentará no torneio de 2013 Japão, México e Itália, pelo Grupo A.

Felipão
Felipão reafirmou que nenhum jogador está descartado para suas convocações e que pretende retomar a confiança do torcedor brasileiro na seleção após um período de certa descrença no time nacional

– É importante e ótimo que na nossa chave tenha Itália, Japão e México porque são confrontos que nos darão a chance muito maior de observação do que se não tivéssemos enfrentando grandes adversários. O foco do jogador brasileiro muitas vezes é maior quando enfrenta mais dificuldades – disse Felipão em entrevista coletiva.

– A expectativa de todos nós brasileiros é que a gente tenha uma equipe competitiva, pronta, com qualidade, e que possa fazer da Copa das Confederações não só um laboratório, mas uma observação final daquele grupo que poderá estar no Mundial.

O treinador, apresentado na última quinta-feira para o lugar de Mano Menezes, acredita que uma eventual eliminação precoce na Copa das Confederações não afetará o trabalho rumo à Copa desde que o time mostre uma boa atuação.

Ele lembrou também que o título não é motivo de comemoração total. O Brasil é o atual bicampeão da Copa das Confederações, com os troféus conquistados em 2005 e 2009, mas nos anos seguintes, no Mundial, falhou.

– Não acho que uma derrota vá fazer com que a gente chegue ao Mundial totalmente descreditado se mostrarmos condições, qualidade, se jogarmos bem – afirmou.

Felipão preferiu não comentar sobre as seleções adversárias nem seus jogadores, porque ainda não teve tempo de analisar as equipes. O treinador estava sem clube desde setembro, quando deixou o Palmeiras após dois anos no cargo.

Mas ele disse que o Brasil terá uma atenção especial quando enfrentar o México, já que tem perdido para este adversário recentemente, incluindo a derrota na final dos Jogos Olímpicos de Londres, este ano.

“É mais uma possibilidade de jogar contra o México e ver onde estamos errando. Vamos nos preparar melhor do que para qualquer outra equipe”, afirmou.

Já o técnico mexicano, José Manuel de la Torre, disse que as vitórias sobre o Brasil fazem parte do passado. “Acredito que isso já é passado. Se o México conseguiu vitórias, é porque teve qualidade. A equipe brasileira será nova e temos que descobrir uma maneira de ganhar de novo”.

Sem favoritos

O coordenador-técnico Carlos Alberto Parreira, por outro lado, comentou as características dos adversários do Brasil. “Temos quatro seleções campeãs do mundo (na competição), um grupo muito equilibrado, que é o do Brasil, o que não nos permite nenhuma margem de erro na disputa”, disse.

– O Japão tem uma equipe que marca forte e joga com muita velocidade. O México tem mostrado muita qualidade técnica, aliada à criatividade. E a Itália tem de ser sempre respeitada, por sua tradição de campeã do mundo, e fazendo agora uma renovação na sua equipe.

O Brasil estreia na Copa das Confederações contra o Japão, no dia 15 de junho em Brasília, e depois enfrenta o México, no dia 19 em Fortaleza, e a Itália, no dia 22 em Salvador.

Felipão disse não haver favoritos para classificação para a semifinal –os dois primeiros avançam– nem para o título da competição.

– Nem o Brasil nem a Espanha são totais favoritos. Não temos nenhum favorito para ganhar a Copa das Confederações. No nosso grupo, os dois que não passarem têm as mesmas condições que aqueles que passarem – disse o técnico.

Felipão reafirmou que nenhum jogador está descartado para suas convocações e que pretende retomar a confiança do torcedor brasileiro na seleção após um período de certa descrença no time nacional.

– Resgate popular é uma situação que nós vamos trabalhar junto com nossa comissão de uma forma que a gente possa fazer com que a população esteja mais envolvida, acreditando mais – disse.

– Alguma coisa a gente vai estudar para que a gente possa ter novamente um ambiente de muita alegria, de confraternização entre seleção e torcedores.