Para Mantega, Banco do Sul deveria exercer o mesmo papel do BNDES

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Publicado sexta-feira, 4 de maio de 2007 as 18:54, por: cdb

A criação do Banco do Sul deve ser positiva para os países envolvidos, desde que não seja usada politicamente por ninguém, defendeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após reunião com empresários, nesta sexta-feira, na capital. Mantega defendeu que o Banco do Sul poderia ter as mesmas regras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), direcionado para fortalecer a infra-estrutura e a integração dos países da América do Sul.

Segundo ele, todos os países interessados na formação do banco estão “com o pé no chão” e querem criar uma instituição com princípios e regras.
 
– Queremos uma instituição séria, um banco que seja auto-suficiente, que conte só com seus recursos e não seja tocado a base de subsídios -, disse.
 
Mantega disse ainda que a idéia é a de que essa instituição seja mais um passo na integração dos países da América do Sul.

O ministro salientou que o Brasil é o país que necessita menos de financiamento entre os envolvidos, mas com sua participação fomentará projetos de investimentos em outros países que são mercados consumidores de produtos brasileiros.
 
– Vamos fomentar obras e serviços em outros países que muitas vezes são feitos por empreiteiras brasileiras. Então nós temos todo interesse econômico, social e político em mantermos uma aproximação maior entre os países -, disse.

O ministro afirmou que as instituições existentes não estão atendendo as necessidades dos países da América do Sul.

– Por exemplo, nós temos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que não é um banco da América do Sul, que possui europeus, que é controlado pelos EUA então demora muito para aprovar um projeto -, afirmou.
 
Com a formação do Banco do Sul, o objetivo é dar agilidade para a aprovação dos projetos. Ele garantiu que todos os países da América do Sul serão chamados para compor o Banco do Sul e todos que desejarem terão assento no conselho diretor.
 
– Será um banco totalmente seguro, trabalhará dentro dos padrões de qualquer banco. Não tem nenhuma aventura -, disse.
 
O patamar financeiro para a participação dos países ainda não foi estabelecido, mas, segundo Mantega, há possibilidades de cada país começar com um valor em torno de US$ 300 a US$ 500 milhões.
 
– O importante é que não haja diferença entre os países. Não se pode ter um país quem mande no banco -, explicou.