Para Dilma, decisão de restringir viagens é um “escândalo”

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Publicado sábado, 4 de junho de 2016 as 17:51, por: cdb

O governo ilegítimo de Temer decidiu restringir os deslocamentos da presidenta Dilma aos trechos Brasília-PortoAlegre-Brasília

Por Redação, com Vermelho – de Brasília:

Através da conta pessoal no Facebook, a presidenta Dilma Rousseff criticou mais um desmando do governo provisório de Michel Temer, que restringiu as viagens dela nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). “Houve uma decisão da Casa Civil ilegítima, provisória e interina, cujo objetivo é proibir que eu viaje”, afirmou no texto. A presidenta complementou: “Estamos diante de uma situação que vai ter de ser resolvida.Eu vou viajar!”.

Dilma
O governo golpista de Michel Temer e aliados tenta diversas manobras para restringir a denúncia do golpe

O governo ilegítimo de Temer decidiu restringir os deslocamentos da presidenta aos trechos Brasília-PortoAlegre-Brasília, alegando que na capital gaúcha Dilma mantém residência.

A Casa Civil alega ainda que até a conclusão do impeachment, a presidenta Dilma não teria compromissos especiais para lançar mão dos serviços do transporte aéreo oficial.

Tal suposição contraria o texto da intimação de afastamento recebida pela presidenta. O documento é claro ao afirmar estarem mantidas as prerrogativas do cargo “relativas ao uso de residência oficial, segurança pessoal, assistência saúde, transporte aéreo e terrestre, remuneração e equipe a serviço do Gabinete Pessoal da Presidência”.

“É um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para o Ceará… Isso é grave. Eu não posso, como qualquer outra pessoa, pegar um avião (comercial). Tem de ter todo um esquema garantindo a minha segurança, pela Constituição. É a Constituição que manda”, ressaltou Dilma.

Com o enfraquecimento do processo de impeachment no Senado, o governo golpista de Michel Temer e aliados tenta diversas manobras para restringir a denúncia do golpe. Entre elas estão essa mais recente restrição do uso dos aviões da FAB por Dilma e ainda a redução do prazo para votação do impeachment no Senado, claramente, tentando cercear o direito de defesa da presidenta.

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