Para ACM, acusações de grampo são “mentiras criadas por inimigos”

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Publicado sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003 as 18:30, por: cdb

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) aproveitou a solenidade de inauguração de uma escola estadual no município de Feira de Santana hoje para criticar os parlamentares baianos que o acusam de ser o responsável pelos grampos telefônicos ilegais. “Todas as vezes que nossos adversários são derrotados, arrumam uma mentira, um bode expiatório”, disse. “São as mesmas figuras que não se conformam com a derrota”, repetiu. Ele se referia aos deputados Geddel Vieira Lima (PMDB), Nélson Pelegrino (BA), ao líder do PT na Câmara, e ao ex-deputado Benito Gama, que tiveram seus telefones celulares grampeados.

Na visão de ACM, o que os seus adversários querem “é o regime da corrupção”. “Queremos trabalhar, eles que fiquem fofocando e roubando”, atacou. Antes do senador, o governador Paulo Souto (PFL) fez questão de defender o senador. “O que interessa é a nossa aliança, o nosso compromisso mútuo, trabalhar em benefício da cidade e da Bahia”.

Enquanto ACM discursava em Feira de Santana, em Salvador o deputado Geddel Vieira Lima se reuniu com deputados estaduais da oposição para discutir o funcionamento da CPI do grampo a ser instalada na próxima segunda-feira na Assembléia Legislativa. Geddel disse que não teme uma investigação sobre o conteúdo das conversas obtidas com a escuta telefônica, como defendem os deputados do PFL ligados a ACM.

Para Geddel, é preciso “explicar à opinião pública como a mente doentia do senador araponga transformava pedidos institucionais feitos por mim em coisas indecorosas”. Ele disse que vai solicitar a participação da Câmara no caso. “Quero apurar tudo. Se for necessário, aciono até a ONU”, disse.