Paquistão lançará ofensiva a reduto militante na fronteira afegã

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 30 de maio de 2011 as 07:55, por: cdb

Paquistão lançará ofensiva a reduto militante na fronteira afegã

Por Zeeshan Haider

ISLAMABAD (Reuters) – O Paquistão lançará uma ofensiva militar no Waziristão do Norte, relatou um jornal nesta segunda-feira, dias após a secretário de Estado dos EUA, Hillary Clinton, reiterar uma exigência norte-americana de investir contra santuários da Al Qaeda e do Taliban na fronteira afegã.

Um entendimento para a ofensiva no Waziristão do Norte, o principal reduto paquistanês de militantes que lutam no Afeganistão, foi alcançado quando Hillary e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen, visitaram o Paquistão na semana passada, afirmou o diário paquistanês The News.

Os Estados Unidos exigem há tempos que o Paquistão ataque a região para eliminar a rede Haqqani, uma das mais mortíferas facções militantes afegãos combatendo tropas norte-americanas no Afeganistão.

O Paquistão tem relutado em fazê-lo, mas está sofrendo mais pressão e seu desempenho no combate à militância está sob escrutínio novamente desde que se descobriu que Osama bin Laden estava vivendo no país.

O jornal The News citou “fontes de alto escalão” não identificadas segundo as quais a força aérea paquistanesa irá suavizar alvos militantes sob a “ofensiva militar em alvo” antes de operação terrestres serem lançadas. Nenhum cronograma foi fornecido.

De acordo com as fontes do jornal, uma estratégia de ação para o Waziristão do Norte foi delineada algum tempo atrás e “um entendimento sobre a condução da operação foi desenvolvido” durante a visita de Hillary.

O alvo de qualquer operação no Waziristão do Norte seria as facções mais violentas do Taliban paquistanês, que tem fortes laços com a Al Qaeda, disse a reportagem. Mas os Estados Unidos quase certamente irão forçar uma incursão contra a Haqqani também.

Nenhuma autoridade paquistanesa estava disponível para comentários de imediato. Um funcionário da embaixada dos EUA tampouco quis comentar.

O jornal disse que uma “operação conjunta” com aliados foi discutida, mas nenhuma decisão havia sido tomada.

(Reportagem adicional de Rebecca Conway, Haji Mujtaba e Augustine Anthony)

Reuters