Palmeiras vence o Joinville mesmo jogando pouco

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Publicado sábado, 5 de julho de 2003 as 19:12, por: cdb

O Palmeiras não precisou jogar muito para vencer o Joinville por 2 a 1 neste sábado no Parque Antártica. Desde os minutos iniciais, a diferença técnica entre as duas equipes ficou clara, e nem o esquema 5-3-2 implantado pelo técnico Arnaldo Lira, do time catarinense, equilibrou as ações.

O Palmeiras só foi pressionado no final, mas uma defesa milagrosa de Marcos aos 44 minutos após um chute de Jorge Mutt garantiu o resultado.

– Acho que o time deveria ter pegado mais especialmente no segundo tempo, mas vamos comemorar a vitória – disse Marcos.

Com menos de um minuto, o time paulista teve a primeira chance para marcar com Muñoz, mas o goleiro Marcelo Flores espalmou a bola para escanteio. Dois minutos depois, Magrão fez grande jogada individual pela direita e cruzou para Lúcio, que acertou um voleio e abriu o placar.

O gol tranqüilizou o Palmeiras, que animava o grande público que compareceu ao Palestra Itália tocando a bola com consciência. O lado esquerdo da equipe funcionou bem apenas no primeiro tempo, onde Lúcio teve liberdade para descer.

Na armação, Magrão chamou o jogo e compensou a sonolência de Diego Souza. Marcinho e Adãozinho guardavam posição à frente da área, liberando os laterais para atacar.

O Joinville só incomodou na etapa inicial graças à voluntariedade de Didi, atacante que teve uma passagem discreta pelo Corinthians em 1998. Aos 11 minutos, criou a primeira chance da equipe arriscando de fora da área, mas a bola saiu à direita de Marcos. Depois, só foi notado quando teve um gol equivocadamente anulado pelo árbitro mineiro Rogério da Costa, que alegou impedimento.

No entanto, os lances não chegaram a colocar em risco o domínio palmeirense. A equipe chegava com facilidade à área do adversário e foi desperdiçando chances seguidas.

A primeira com Diego Souza aos 19 minutos, que dentro da área e sem marcação, chutou à esquerda de Marcelo. Vágner, 17 minutos depois, também perdeu o gol. As primeiras vaias começavam a ser ensaiadas no Palestra quando o próprio Vágner marcou o segundo gol aos 44 minutos, após receber de Magrão dentro da área.

A descer para o intervalo, a revolta pela anulação do gol de Didi ficou evidente. “O árbitro tem que apitar para os dois lados”, reclamou o lateral Zé Carlos. “Infelizmente o futebol brasileiro não é sério”, completou o técnico Arnaldo Lira.

O segundo tempo foi ainda pior que o primeiro. O Palmeiras, embora não tenha recuado para garantir o resultado, abusou dos toques laterais e irritou a torcida. Por isso, quase deixou escapar os três pontos. Aos 36 minutos, Didi marcou de cabeça o gol do Joinville.

Mas o sofrimento estava só começando. Oito minutos depois, Jorge Mutt perdeu a grande chance de empatar após receber na área e acertar a trave de Marcos.