Palestra no Dia Internacional da Mulher propõe uma nova sociedade

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Publicado quinta-feira, 8 de março de 2012 as 16:00, por: cdb

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Prefeitura de Viamão, através da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SMCAS), promoveu uma palestra reflexiva sobre a importância para as mulheres que lutam por seus direitos contra a desigualdade de gênero, discriminação e igualdade no trabalho, na escola, na saúde, em casa e na rua. A secretária de Cidadania e Assistência Social, Lucia Noronha, abriu o evento ressaltando as conquistas que as mulheres vêm alcançando ao longo dos anos. “Hoje temos mulheres motoristas, na construção civil e até governando o nosso país. A igualdade é para todas e com inteligência vamos conquistando o nosso espaço”, ressalta.

Já a assistente social e coordenadora do Programa de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência de Gênero, da SMCAS, Adriana Jacques, iniciou a palestra mostrando um clip da música Maria da Penha, que alerta as mulheres para se imporem diante da sociedade e não tolerar qualquer tipo de violência, denunciando. “A violência é feita contra a família. Antes da agressão, existe a violência psicológica que engloba a injúria, difamação, violência patrimonial e sexual, onde a mulher fica proibida de expressar o seu desejo”, explica Adriana.

Em sua fala, a assistente social mostrou estatísticas que apontam que dez mulheres morrem por dia no Brasil vítimas de violência. A maioria com histórico de violência e boletins de ocorrência. “Outra pesquisa está levantando dados que mulheres vítimas de câncer de mama, útero ou ovários também foram vítimas de violência e maus tratos na infância, na adolescência e na vida adulta. É um somatório de violência psicológica que as deixam enfermas”, acrescenta Adriana.

Depoimentos de pessoas presentes comprovaram que a violência mora ou está próxima de todos. Relatos expuseram que um parente apanhava. Uma amiga sofria agressão psicológica e teve caso de abuso na família. E assim, por diante. “A maneira como são montadas e criadas as famílias, destinando às crianças determinadas tarefas, onde as meninas cuidam da casa e os meninos do pátio, numa visão machista, formará os adultos de amanhã. Temos que repensar os nossos atos de hoje, para que reflita de forma positiva na futura sociedade”, fala Adriana.

Para a assistente social, a forma de mudar a violência contra a mulher é a denúncia. O Programa de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência de Gênero atende de segunda a sexta-feira, no horário das 8 às 17 horas, na rodovia Tapir Rocha (ERS 040), 5412, 4º andar, São Lucas. Telefone 3446. 6301.

Texto e fotos: Rose Scherer

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