Pai de Liana discute com Suplicy e afirma que renda mínima é paternalista

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Publicado terça-feira, 25 de novembro de 2003 as 17:03, por: cdb

Durante encontro no gabinete do senador Magno Malta (PL-ES), o pai da estudante Liana Friedenbach, o advogado Ari Friedenbach, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tiveram uma discussão sobre a redução da maioridade penal.

Suplicy disse ao advogado que estava ali para prestar seu apoio ao esforço que ele tem empregado para buscar fórmulas de combater a criminalidade no país, mas que não estava convencido de que baixar a idade penal resolva o problema.

Enquanto falava, Suplicy foi interrompido por Ari, que reagiu dizendo que agradecia o apoio do senador, mas que não estava ali para falar de sua filha, mas sim da criminalidade.

— O que o senhor acha que deve ser feito com o menor que comete crime hediondo? — perguntou o pai de Liana.

Suplicy então citou como formas de reduzir a criminalide projetos como o renda mínima, de sua autoria. Segundo ele, a criminalidade também é resultado da falta de condições de sobrevivência das pessoas e programas sociais podem ajudar a combater a violência, dando uma vida melhor para as pessoas. Ari então reagiu dizendo que o projeto de Suplicy era paternalista.

— Eu não estou aqui para tratar de um projeto paternalista, mas sim de soluções objetivas para a solução da criminalidade — afirmou o pai de Liana.

Suplicy disse então que Ari estava enganado e deu-lhe uma cópia do projeto. O advogado disse que é contra a pena de morte, mas disse que o criminoso, seja ele adulto ou não, deve pagar pelo crime que cometeu. Ele observou que as pessoas têm o direito de ter opiniões diferentes, citando o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que já disse ser contra a redução da maioridade penal. Ari afirmou, no entanto, que é preciso buscar uma solução.

— É um crmiinoso, cometeu um homicído. Se matou com 10 anos, destruiu uma família. Vai fazer o quê? Deixá-lo na Febem para depois ser solto? A questão é mais que número. Criminoso deve ser tratado como criminoso — afirmou.

Magno Malta batizou o projeto, que permite que pessoas com mais de 13 anos respondam aos crimes hediondos como adultos, com o nome da filha de Ari. O pai de Liana já se reuniu nesta terça-feira com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), sempre acompanhdo de Magno Malta e o deputado Fleury Filho (PTB-SP), ambos defensores da redução da maioridade penal.