Otan mata 4 crianças no leste do Afeganistão, denuncia Karzai

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 23 de outubro de 2012 as 16:27, por: cdb

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, condenou nesta terça-feira, 23, uma operação da Otan que, segundo ele, matou quatro crianças no leste do país. A coalizão afirmou que é possível que isso tenha ocorrido. O ataque aconteceu no distrito de Baraki Barak, na província de Logar, no sábado, segundo um comunicado divulgado pelo gabinete de Karzai.
“Ele resultou na morte de quatro crianças inocentes” que cuidavam de um rebanho, acrescentou o comunicado.

As mortes de civis são uma grande fonte de revolta para os cidadãos do Afeganistão, que criticam o governo de Karzai e as forças da Otan lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão.

“Apesar das reiteradas promessas da Otan de evitar a ocorrência de vítimas civis, vidas inocentes, incluindo de crianças, continuam a ser perdidas”, afirmou Karzai no comunicado.

Uma porta-voz da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), da Otan, disse que estava ciente de possíveis vítimas civis relacionadas à Isaf decorrentes da operação de 20 de outubro.

Para tentar dirimir um pouco as críticas contra os ocupantes, a Isaf divulgou um estudo que alega ter diminuído o número de civis mortos por ataques dos ocupantes.

Segundo esses dados fornecidos pelos ocupantes, o assassinato de civis causadas pela Isaf diminuiu 58% no período de julho a setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2011.

Os Estados Unidos e a Otan dirigem a ocupação do país asiático desde outubro de 2001. O Pacto Militar do Atlântico Norte, considerado por Fidel Castro como “ave de rapina encubada nas saias do império ianque”, é dotado das armas mais modernas e mortais que a humanidade já produziu, tendo em seu arsenal inclusive armas nucleares tácticas, que podem ser até várias vezes mais destrutivas que a que fez desaparecer a cidade de Hiroshima.

Como informa Iraklis Tsavdaridis, secretário executivo do Conselho Mundial da Paz, “a Otan nunca foi uma estrutura defensiva, não o foi em 1952 quando a Grécia e a Turquia aderiram à ‘aliança’ ao mesmo tempo e não o foi durante a existência da Organização do Tratado de Varsóvia [conhecida pejorativamente no Ocidente como Pacto de Varsóvia – Nota da redação], fundado mais tarde que a Otan e dissolvido em 1991”.

O ativista grego lembra também que “a Otan teve relações fraternas com todos os regimes sanguinários e reacionários e todos os movimentos contra-revolucionários do mundo, seus governos e dirigentes, estendendo o tapete vermelho a Pinochet e aos dirigentes do apartheid, e estando por detrás de golpes de estado e ditaduras militares na América Latina e na Europa”.

Com agências

 

..