Operações do BNDES preocupam Aloysio Nunes 

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Publicado terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 as 13:10, por: cdb

Na audiência pública com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) comparou as operações bancadas pelo Tesouro Nacional no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a conta-movimento do Banco do Brasil. Extinto em 1986, esse mecanismo de suprimento automático com recursos do Tesouro era apontado como um obstáculo à ação do Banco Central, por desordenar as finanças públicas.

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Hoje, disse Aloysio Nunes, o Tesouro Nacional capta recursos no mercado e repassa ao BNDES e, nessa condição, detém 49,2% do passivo do banco. O senador advertiu que apenas um tomador desses empréstimos – a Petrobras – acumula dívidas correspondentes a 67% do patrimônio líquido do BNDES. 

Riscos

O parlamentar do PSDB questionou Tombini quanto a eventuais riscos para o sistema financeiro em operações desse tipo e perguntou se elas seguem os acordos de Basiléia, que normatizam os procedimentos bancários no mundo.

Tombini respondeu que o Banco Central exige dos bancos demonstração de capacidade de absorção de perdas, com provisão para devedores duvidosos. Ele disse que o BC observa todos os requisitos da “regulação prudencial”.

Quanto ao BNDES, ele explicou que houve no período de 2010 a 2011 uma moderação na concessão de crédito que ajudou inclusive no controle da inflação.

BB

Aloysio Nunes também questionou Tombini sobre os riscos para o sistema financeiro de uma “guerra” que, segundo disse, é travada entre dirigentes do Banco do Brasil e do fundo de previdência complementar de seus funcionários, a Previ. Disse ainda que há disputa política por gerências do Banco do Brasil nos estados e citou reportagem da Folha de S. Paulo quanto a um suposto depósito milionário na conta de um ex-vice-presidente do BB.

Tombini observou que o Banco Central tem equipes dedicadas exclusivamente à questão da governança e da reputação nas instituições bancárias. De acordo com ele, as verificações do BC não fazem distinção quanto ao controlador do banco, se privado ou estatal.

Djalba Lima / Agência Senado