Operação na Amazônia tenta reduzir extração ilegal de madeira

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 as 10:29, por: cdb

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou na segunda-feira que a operação de combate ao desmatamento na Amazônia terá efeitos imediatos sobre a derrubada da floresta.

— A diminuição [do desmatamento] começa imediatamente, porque lá, de certa forma, havia um vácuo da presença do Estado —, disse.

O ministro admitiu, porém, que a redução da atividade de extração de madeira ilegal é sempre lenta.

— Lastimavelmente isso é uma atividade econômica que se comunica com determinada necessidade de sobrevivência da população da região —, disse, acrescentando que o governo do estado deve desenvolver políticas públicas que ofereçam uma saída para a população.

Genro garantiu que a Polícia Federal vai permanecer na área, e que o governo tem um plano de estabelecer naquela região dez ou 12 postos permanentes da Polícia Federal para estrangular as vias de transporte da madeira colhida ilegalmente.

A intenção do governo, segundo o ministro, é que a ação da Polícia Federal torne o desmatamento uma atividade antieconômica.

— Não adianta eles abaterem porque não vão poder transportar. Nós estamos presentes naqueles pontos-chave, através dos quais as madeiras passariam para sua comercialização —, afirmou.

O ministro disse que espera implantar os primeiros postos da PF na Amazônia para coibir a ação das madeireiras ilegais ainda este ano. Genro disse que os postos irão combinar uma ação permanente, articulada com os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e se necessário com cobertura da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança.

— Serão postos bem equipados, com capacidade de intervir fortemente na região. E sob o comando da Polícia Federal, que é a polícia da União destinada a coibir esse tipo de delito —, afirmou.