Operação Furacão: Justiça nega liberdade para delegado e policial federal presos

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Publicado quarta-feira, 9 de maio de 2007 as 20:12, por: cdb

A juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6a Vara Federal Criminal, do Rio de Janeiro, negou nesta quarta-feira dois pedidos de habeas corpus beneficiando o delegado da Polícia Federal Carlos Pereira da Silva e o policial federal Francisco Martins. Os dois trabalhavam em Niterói e foram presos dia 13 de abril durante a Operação Furacão. As informações constam do despacho publicado nesta quarta no site da Justiça Federal (www.jfrj.gov.br).

Na mesma decisão, a juíza negou pedido de Antônio Petrus Kalil, o Turcão, Luiz Paulo Dias de Mattos e a delegada federal Susie Pinheiro Dias de Mattos (esposa de Luiz Paulo) para que não fossem transferidos para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

A juíza permitiu, contudo, que Turcão faça exame de saúde em um hospital particular do Rio, que deverá ser informado até esta quinta-feira.

Já as defesas de Fernando Ignaccio e Rogério Andrade, que se encontram presos em Bangu I desde dezembro do ano passado, entraram na terça-feira com habeas corpus, junto ao Tribunal Regional Federal 2a Região (TRF2) pedindo que eles sejam transferidos para a Polinter e não para a penitenciária de Campo Grande, conforme recente decisão da Justiça Federal. Fernando Ignaccio foi preso, juntamente com Rogério Andrade, acusados de se envolverem em uma disputa pelo controle do jogo do bicho e de bingos na área de influência do falecido bicheiro Castor de Andrade, tio de Rogério e sogro de Fernando.

E nesta quarta-feira a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ), decidiu abrir processo contra os advogados presos na Operação Furacão. Segundo nota da OAB-RJ, o Tribunal de Ética e Disciplina da ordem instaurou processos disciplinares contra seis advogados: José Renato Granado Ferreira, César Guimarães Sobreira, Silvério Nery Cabral Júnior, Sergio Luzio Marques Araújo, Virgílio Medina e Carlos Pereira da Silva.

Segundo o Código de Ética e Disciplina da OAB, se as acusações contra os advogados forem confirmadas, eles podem ser expulsos da ordem, ficando impedidos de advogarem.