Operação Furacão: juíza concede 15 dias para defesa

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Publicado segunda-feira, 7 de maio de 2007 as 19:11, por: cdb

A juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Criminal Federal, na Zona Portuária do Rio, decidiu, na tarde desta segunda-feira, conceder mais 15 dias para que quatro presos que têm direito à defesa prévia se manifestem sobre as acusações.

A medida se deve ao fato do Ministério Público Federal ter aditado, na última quinta-feira, denúncia por contrabando contra todos os 25 acusados de integrarem a organização criminosa desbaratada pela Operação Furacão. Eles já estavam sendo denunciados por formação de quadrilha e corrupção e agora também vão responder por contrabando.
 
Os quatro presos que não vieram ao Rio para prestar depoimento, uma vez que têm direito à defesa prévia por serem funcionários públicos, são os delegados federais Susie Pinheiro Dias de Mattos e Carlos Pereira da Silva; o agente administrativo da Polícia Federal Francisco Martins da Silva e o policial civil Marcos dos Santos Bretas.
 
Na defesa prévia, os advogados podem rebater acusações e reunir argumentos e provas a favor de seus clientes.
 
A nova denúncia, apresentada pelos procuradores Marcelo Freire e Orlando Monteiro da Cunha, foi informada aos réus na última quinta-feira, pouco antes do interrogatório dos bicheiros Antônio Petrus Kallil, o Turcão, Aniz Abraão David, o Anísio da Beija-Flor, e Airton Guimarães Júnior, o Capitão Guimarães.
 
Os presos na Operação Furacão que quiserem prestar novo depoimento na 6ª Vara Criminal Federal, no Rio, têm 48 horas a partir desta segunda-feira para entrar com o pedido.

O advogado de  Anísio, Ubiratan Guedes, reiterou pedido à juíza para que seu cliente seja mantido em prisão domiciliar. A tentativa é para que ele não seja transferido com os outros presos para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ubiratan alega problemas de saúde e idade avançada de Anísio. A juíza ainda não se manifestou sobre o pedido.

A transferência deverá ocorrer no dia 17, já que a juíza também concedeu oportunidade para que os presos voltem a ser ouvidos nos dias 15, 16 e 17. Os advogados devem entrar com pedidos em 48 horas. A justificativa seria o fato de os advogados se queixarem de não terem tido acesso ao teor das escutas feitas pela Polícia Federal durante as investigações.