ONU se reúne para discutir violência entre israelenses e palestinos

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Publicado sexta-feira, 16 de outubro de 2015 as 10:11, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Nações Unidas/Jerusalém:

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve realizar uma sessão especial nesta sexta-feira para discutir a recente onda de violência entre israelenses e palestinos, que deixou 39 mortos ao longo das últimas duas semanas.

O encontro, que diplomatas disseram ter sido convocado a pedido da Jordânia, que é membro do conselho, incluirá um balanço do secretariado da ONU sobre a situação na região, informou a ONU.

Trinta e dois palestinos e sete israelenses foram mortos durante duas semanas de derramamento de sangue
Trinta e dois palestinos e sete israelenses foram mortos durante duas semanas de derramamento de sangue

Os diplomatas, falando sob condição de anonimato, disseram não haver planos de aprovação de nenhuma resolução no momento, mas pode haver uma tentativa de reunir o conselho para emitir uma declaração que busque exortar os dois lados a conter a violência.

– Todas as opções estão sobre a mesa – disse um diplomata à agência inglesa de notícias Reuters.

Trinta e dois palestinos e sete israelenses foram mortos durante duas semanas de derramamento de sangue. Os mortos do lado palestino incluem dez pessoas que realizaram ataques com facas, segundo a polícia de Israel, bem como crianças e manifestantes que levaram tiros dos israelenses durante protestos violentos.

A agitação, a mais grave em anos, foi desencadeada em parte pela ira dos palestinos sobre o que consideram como um aumento da usurpação dos judeus da área da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, uma área que é reverenciada pelo judaísmo como localização de dois templos bíblicos destruídos.

Os Estados Unidos, aliados de longa data de Israel e seus protetores no Conselho de Segurança, formado por 15 nações, tradicionalmente têm se recusado a aprovar no Conselho a condenação de ações israelenses contra os palestinos, mesmo que critiquem ambos os lados.

No entanto, o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, disse esta semana que embora Israel tenha o direito de se proteger, “temos certamente visto alguns relatos do que muitos considerariam ser um uso excessivo da força”.

Templo judaico

Palestinos incendiaram um templo judaico na Cisjordânia nesta sexta-feira, à medida que o grupo militante islâmico Hamas pediu por um dia de fúria contra Israel e as duas semanas de violência na região mostraram poucos sinais de arrefecimento.

O Exército de Israel informou que cerca de 100 pessoas correram para o túmulo do patriarca bíblico José, localizado na cidade palestina de Nablus. Elas foram retiradas por forças de segurança palestinas, mas não antes de incendiarem algumas partes do templo.

– Vemos este incidente com gravidade e condenamos fortemente qualquer ataque a locais sagrados. Vamos encontrar e prender os responsáveis pelo incêndio – informou o Exército em comunicado.

A agitação que tomou Jerusalém e a Cisjordânia, a mais grave em anos, já causou a morte de 32 palestinos e sete israelenses.