ONU propõe compensação por preservação do CO2 marinho

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Publicado quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 as 11:06, por: cdb

Os países em desenvolvimento podem no futuro ganhar dinheiro com a proteção de oceanos e ecossistemas marinhos, levando à redução nas emissões de carbono, disse um dirigente da ONU nesta quinta-feira.

Algas e manguezais, por exemplo, acumulam naturalmente enormes quantidades de carbono, que no entanto é liberado na atmosfera quando há drenagem ou outras perturbações desses ambientes.

O chefe do Programa Ambiental da ONU, Achim Steiner, disse que uma combinação de verbas públicas e privadas pode ser usada para recompensar os países pobres que restaurarem ou preservarem ambientes marinhos ricos em carbono.

– Se acredito que um dia poderemos ver um mercado de armazenagem oceânica de carbono? Eu diria a esta altura: por que não? –, disse Steiner durante uma conferência ambiental da ONU em Bali, na Indonésia.

Ele sugeriu que o esquema seja baseado no modelo conhecido como Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação), uma das poucas áreas em que há avanços na discussão de um novo tratado climático global.

O Redd atrai muito apoio porque pode resultar em bilhões de dólares no mercado dos créditos de carbono, pelo qual os países ricos poderiam compensar sua poluição industrial patrocinando a preservação de florestas – que acumulam carbono quando estão vivas, e liberam gases do efeito estufa quando são abatidas.

A grande dificuldade desses esquemas, até agora, é estabelecer um preço sobre o carbono, de modo a estimular sua preservação.

– Eu lhes garanto que o mundo irá procurar cada vez mais formas pelas quais se possa ampliar a capacidade do planeta para capturar, sequestrar e armazenar carbono –, disse Steiner.

– Se pudermos criar parâmetros em torno dos quais mensurar o valor de manter os ecossistemas marinhos e seus benefícios líquidos para a comunidade internacional, então a analogia que se aplica à degradação de florestas e terras seria igualmente aplicável à conservação marinha.