ONGS criticam relatório final da Rio +10

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Publicado quarta-feira, 4 de setembro de 2002 as 00:22, por: cdb

O documento final do encontro, que termina nesta quarta-feira, oferece apenas “migalhas para os pobres”, segundo a Oxfam. Para o Greenpeace, “foi pior do que havíamos imaginado”.

O resultado de dez dias de encontro foi o pacto mundial para, até 2015, se reduzir pela metade o número de pessoas no planeta sem acesso à água e à infra-estrutura sanitária e também para se desenvolver fontes alternativas de energia.

No entanto, a cúpula está sendo criticada por não especificar prazos e metas concretas. De acordo com a Oxfam, o acordo final foi “uma tragédia, um triunfo do egoísmo”.

Energia

“A maioria dos líderes mundiais não teve a coragem e a vontade de buscar um acordo que poderia realmente combater os problemas da pobreza e da degradação ambiental”, disse o porta-voz da Oxfam, Andrew Hewitt.

A acusação é que os governos europeus recuaram em estabelecer objetivos concretos para o uso de fontes alternativas de energia, como a força do vento e a luz solar, sob a pressão dos Estados Unidos, Japão e muitos países em desenvolvimento.

A proposta inicial da União Européia, barrada pelos americanos e por países produtores de petróleo, é que se fixasse em Johanesburgo que o uso mundial de fontes renováveis de energia deveria ser de 14% ou 15% em 2010.

O documento final também não estabelece nenhum compromisso de prazos para os países desenvolvidos eliminem os subsídios internos para a agricultura. Um plano internacional para reverter a queda nos preços dos produtos agrícolas também não foi fixado.

O aumento da ajuda financeira internacional a países pobres e o perdão de dívidas também não foram acordados.