Novos indicadores econômicos mostram dificuldades na economia dos EUA

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Publicado quinta-feira, 8 de maio de 2003 as 17:47, por: cdb

Novos indicadores econômicos mostraram nesta quinta-feira dificuldades para recuperação da economia norte-americana e alimentaram o pessimismo em Wall Street.

A Bolsa de Nova York teve baixa de 0,81% no índice Dow Jones, que encerrou aos 8.491 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq caiu 1,13% e o S&P 500 fechou em queda de 1,01%.

Analistas não viram com bons olhos os índices econômicos divulgados nesta quinta-feira. Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA houve 425 mil novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada, contra 453 mil na semana anterior, uma queda maior do que esperavam os analistas, que esperavam um índice de, aproximadamente, 440 mil pedidos.

Apesar da queda ser maior do que a esperada, o índice de pedidos nas últimas quatro semanas, período considerado uma amostra melhor da tendência do mercado, mostra um crescimento do número de pedidos para 446 mil, contra 442 mil novos pedido do período anterior. O índice mensal apresentado nesta semana é o maior em 13 meses.

Além disso, o índice está acima de 400 mil pedidos, o que é interpretado pelos analistas como sinal de estagnação do mercado, há 12 semanas seguidas.

Outro fator que desanimou os investidores nesta quinta-feira foi a queda nas vendas dos principais varejistas do país.

As ações da JC Penney, Macy’s e Bloomingdale’s e Sears tiveram queda de vendas no país. As exceções ficam com o Wall Mart, que conseguiu reverter seu declínio nesta quinta-feira, fechando positivamente, e a Gap, cujas vendas subiram 20% nos últimos sete meses porque a empresa resolveu enfocar linhas de roupas mais populares.

Wall Street também foi influenciado negativamente pelo declínio das ações da telefônica AT&T, Hewlett-Packard e o McDonald’s.
Destaques positivos ficaram com a Exxon Mobil, que teve suas ações valorizadas pela diminuição dos estoques de petróleo nos EUA.

No plano cambial, o dólar continua se desvalorizando e 1 euro é vendido por US$ 1,14. Segundo analistas, a valorização do euro deve-se à manutenção dos juros em taxas baixas pelo Banco Central Europeu (2,5%) e pelo Banco da Inglaterra (3,75%).