Novos exemplos do descalabro na Segurança Pública de São Paulo

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Publicado sábado, 8 de dezembro de 2012 as 13:48, por: cdb

Infelizmente, o descalabro na Segurança Pública do Estado de São Paulo não para de dar novas demonstrações. .

 

Leio no Diário de São Paulo que a Polícia Civil nem sequer rastreou as balas usadas nas mais de 400 execuções registradas na região metropolitana do Estado nos últimos três meses. A CBC, única fabricante de munições no país, diz não ter sido notificada pela política para ajudar a encontrar os criminosos. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa diz que mandou ofícios à empresa, mas não afirma quantos e o prazo dado. A CBC nega ter recebido qualquer pedido desse tipo.
 

Para se ter uma ideia da importância desse rastreamento, foi assim que a execução da juíza Patrícia Acioli foi esclarecida no Rio de Janeiro

E não para aí. Leio no Agoraque testemunhas de um duplo assassinato e de três tentativas de homicídio disseram que três policiais militares mudaram a cena do crime no Jardim São Luís, bairro da zona sul de São Paulo. Eles teriam recolhido as cápsulas dos projéteis disparados contra as vítimas, passado álcool nelas e as colocado em uma sacola, que levavam consigo. O SPTV também fez reportagem sobre essa grave denúncia envolvendo milícias. Veja o que diz uma das testemunhas.

 

A paralisia e a incompetência do governo Alckmin são evidentes. Nada parece ter sido feito até agora. Não é à toa que o deputado Major Olimpío (PDT) fez duras críticas ao novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella. Para o deputado, Grella é “um grande desconhecedor” da segurança pública. Clique aqui para ver o vídeo.
 

A Rede Brasil Atual mostra que, mesmo diante desse quadro assustador, a verba para o setor de inteligência policial em São Paulo em 2013 caiu 62,7%.  O orçamento contradiz as recentes promessas de Alckmin de concentração de esforços nessa área. Os recursos correspondem a apenas um terço do volume destinado para este ano. Isso tem nome: é sucateamento da polícia.

 

Então, eu volto a fazer a pergunta: quando Alckmin vai assumir de fato a gestão da Segurança Pública de São Paulo? Quando vai começar a governar?