Novo sistema não garante ajuda extra a todos alunos em São Paulo

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Publicado sábado, 24 de março de 2012 as 07:31, por: cdb

A maioria (95%) das escolas estaduais de São Paulo, com ensino médio, terá turmas sem 2º professor em aulas. Agora, esse professor será responsável por ajudar estudantes com dificuldades durante as aulas regulares.

Segundo o projeto, que deverá ser implementado neste ano, o docente auxiliar vai substituir o reforço de aprendizagem que era dado fora das aulas normais, à tarde para alunos da manhã e vice-versa, conforme a Folha informou na edição de ontem.

O educador extra tentará ajudar estudantes com dificuldades no momento em que as matérias são ensinadas.

Esse docente estará presente apenas em turmas que possuírem 40 alunos ou mais, no caso do ensino médio.

Tabulação da Folha com base em dados oficiais do Censo Escolar 2010 (último estudo detalhado divulgado) aponta que cerca de 3.600 dos 3.800 colégios do Estado com ensino médio possuíam ao menos uma classe abaixo do limite, naquele ano.

Desde anteontem a reportagem questiona o governo Geraldo Alckmin (PSDB) sobre o número exato de classes que ficarão sem o segundo docente. Até o fechamento desta edição, o dado não havia sido divulgado.

Segundo a Secretaria da Educação, nas turmas em que não houver o segundo professor, o reforço deverá ser dado pelo docente titular, durante as próprias aulas regulares.

No ensino médio, o reforço nas próprias turmas regulares é a única forma de recuperação para este ano, após o fim da recuperação paralela (iniciada em 1997).

Questionada sobre a estimativa, a Secretaria da Educação afirmou que não são todas as classes que possuem dificuldades de aprendizagem -e, assim, não precisam do segundo professor.

A pasta afirmou ainda que é possível o mesmo professor dar a aula regular e reforço.

Diz ainda que essa foi sugestão de “vários dos representantes de docentes que participaram das 15 reuniões regionais ano passado, que contaram com a presença de 20 mil profissionais da rede”.

A Apeoesp (sindicato docente) diz que as reuniões não representam a rede.

Os docentes auxiliares devem começar a atuar em maio. Até o ano passado, parte das classes contava com ajuda de universitários.

Turmas menores

No ensino fundamental, a estimativa aponta que em 55% das escolas ao menos uma turma ficará sem o assistente, considerando os cinco primeiros anos da etapa -em que terão o benefício turmas com 25 alunos ou mais.

Na educação fundamental, além da presença do segundo docente, haverá outra forma de reforço, em quatro das nove séries, chamado de recuperação intensiva.

Nele, as aulas regulares serão dadas em turmas com até 20 alunos, menores que a média da rede. Mesmo para estas classes não haverá atividades fora do horário.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

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