Novo processo de coleta de sangue agiliza diagnóstico do HIV

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Publicado quinta-feira, 22 de outubro de 2009 as 11:23, por: cdb

Os exames para diagnosticar o vírus HIV, causador da aids, contam agora com recursos mais avançados em todo o país. A partir de agora, nas localidades onde não existam laboratórios é possível realizar os exames coletando uma gota de sangue do paciente em papel filtro.

O material colhido passa por um processo de secagem, é colocado em um envelope lacrado e enviado a um laboratório de referência. A medida vale para as instituições públicas e privadas credenciadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A técnica da unidade de laboratório do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Andressa Bolzan,  explicou o novo processo de coleta de sangue para os exames dá mais agilidade ao resultado.

– Antes esse procedimento de análise de amostra de sangue acontecia no laboratório em três etapas: eram realizados dois testes de primeiro momento e isso com a mesma amostra. Também tinha o terceiro, que era o confirmatório. Hoje, em função dos avanços tecnológicos, são necessárias apenas duas análise para concluir o diagnóstico do paciente, sem perder a confiabilidade e as amostras podem seguir pelos Correios, desde de que coletadas em papel específico –, disse.

Segundo Andressa Bolzan, as grávidas também podem fazer esse tipo de exame. – Se no primeiro trimestre da gestação a mãe não fez o teste, no momento do parto precisa fazer, para evitar a transmissão da doença ao bebê. Caso o resultado da amostra coletada aparecer a palavra indeterminada, ela terá a possibilidade de fazer um teste de biologia molecular, que vai identificar o vírus e não os anticorpos presentes no organismo –, afirmou.