Nova Friburgo garante reinício das obras do PAC

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Publicado sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 as 11:27, por: cdb
Edson Lisboa secretário do Escritório de Gerenciamento de Projetos de Nova Friburgo
Edson Lisboa secretário do Escritório de Gerenciamento de Projetos de Nova Friburgo

O secretário do Escritório de Gerenciamento de Projetos de Nova Friburgo (EGP) – Região Serrana Fluminense – Edson Lisboa, informou que a prefeitura da cidade garantiu junto ao Ministério das Cidades, especificamente na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, o reinício das obras do PAC em Conselheiro Paulino – a canalização do Rio Bengalas, do trecho entre o Prado e a ponte dos Maias.

– A ponte dos Maias será ampliada, com a retirada de seus oito pilares da cabeceira do Rio Bengalas, e a Avenida Brasil será reurbanizada. O início será na semana que vem e o prazo estipulado para a conclusão das obras será em outubro – informou Edson Lisboa.  Edson foi recebido em Brasilia pelo secretário nacional de Saneamento Ambiental, Osvaldo Garcia, que, segundo ele, estava muito preocupado com esses processos e seus andamentos.

– Esses processos preocupavam tanto o secretário nacional quanto o prefeito Rogério Cabral, por eles se arrastarem há cinco anos, com a empresa contratada, inclusive, em processo de recuperação judicial. Nessa visita passamos a conhecer o que aconteceu. O secretário nacional foi benevolente, pois o convênio estava em vias de ser cancelado. Com isso, Nova Friburgo perderia 36 milhões de reais, e o pior, teria que devolvê-los, ficaria impossibilitada de fechar novos convênios e impedida de receber repasses federais. Ou seja: seria a insolvência do município – disse o secretário do EGP.

Segundo foi informado aos representantes de Nova Friburgo, hoje existem 14 milhões desse convênio depositados na Caixa Econômica e a prefeitura terá que continuar com a empresa contratada, a Tecnosolo, mesmo estando ela em recuperação judicial.

Em reunião com os diretores da empresa e da Caixa Econômica Federal, Edson Lisboa soube que a demora no repasse dos recursos federais era por causa da prefeitura e esse foi o grande motivo para a paralisação da obra. “Formou-se um ciclo que estagnou financeiramente a empresa. Por não receber, houve um efeito cascata, que reduziu, consequentemente, o serviço, ao ponto de sua completa estagnação. A Caixa Econômica fazia a medição, liberava os recursos, mas a prefeitura demorava a pagar. Quando o responsável pela medição da Caixa Econômica retornava para realizar nova medição, o pagamento da anterior ainda não tinha sido feito”, esclareceu Lisboa.

Edson Lisboa ainda informou que em sua gestão os processos correrão mais rápido, ao contrário do que vinha acontecendo: “um processo costumava ficar parado três meses. Vamos desburocratizar os trâmites e encurtar os caminhos dos processos entre as secretarias. O prefeito passará a acompanhá-los mais de perto. Temos que botar os convênios na rua para que possamos firmar novos convênios. Vamos acelerar os processos, até porque temos mais de 20 convênios presos”.