Nos anéis de Saturno, Lua Titã pode abrigar formas de vida

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 as 15:28, por: cdb
Atualizado em 06/05/17 18:05

Os cientistas da NASA descobriram indícios de que existe vida em Titã, a maior lua de Saturno. De acordo com as investigações da agência espacial poderá haver extra-terrestres primitivos a viver no corpo celeste próximo de Saturno. O modelo teórico, feito por meio de informações da sonda Cassini, é mais uma prova que Titã pode ser hoje um retrato semelhante da Terra há bilhões de anos. Tais evidências aumentam as expectativas de que o satélite de Saturno pode abrigar alguma forma exótica de vida.

A lua Titã está na órbita de Saturno
A lua Titã está na órbita de Saturno

De acordo com informações do jornal O Globo, Titã é o único corpo celeste além da Terra no nosso Sistema Solar que contém corpos em estado líquido com estabilidade em sua superfície. Mas, enquanto na Terra há o ciclo da água, com chuva e evaporação, em Titã o ciclo envolve etano e metano, dois compostos orgânicos que fizeram parte da grande sopa de elementos químicos de onde surgiu as primeiras formas de vida na Terra.

Cientistas da missão Cassini tinham a conclusão de que os lagos de Titã não teriam gelo, porque o metano sólido é mais denso que o líquido e, portanto, afundaria. Deste modo, o gelo de etano e metano apareceria com uma temperatura de -182,75 Cº, mas desde que esse composto se misturasse pelo menos 5% com a atmosfera de Titã.

Lua de Saturno

Trata-se de uma condição frágil porque, de acordo com o estudo, caso a temperatura baixasse um pouco mais, o gelo afundaria. Estima-se que a aparência deste composto de gelo não seja sem cor, como na Terra, mas algo como um marrom avermelhado.

Conforme informações do jornal O Globo, o radar da sonda Cassini será capaz de testar o modelo proposto pelo estudo ao observar como a luz se reflete na superfície desses lagos e mares de hidrocarbonetos. Se o tempo ficar mais quente e o gelo derreter, por exemplo, a superfície do lago seria de apenas líquida e teria uma aparência mais escura.

Jonathan Lunine, coautor do trabalho e cientista da Universidade de Cornwell, de Nova York, disse que a descoberta dos blocos de gelo de hidrocarbonetos mostra que há variação química entre o sólido e o líquido em Titã que, na infância da Terra, foi condição importante para o surgimento da vida.