No Estadão de hoje, Aécio “morre pela boca”

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Publicado quarta-feira, 18 de abril de 2012 as 09:12, por: cdb

Grande investimento da oposição como seu grande líder desde que se elegeu em 2010 e candidato ao Planalto em 2014 já em aberta campanha – agora, mais tranquilo, porque imagina ter restringido José Serra a São Paulo, como candidato a prefeito – o senador Aécio Neves (PSDB-MG) enquadra-se perfeitamente nesse ditado popular: morreu pela boca.

Ele foi um dos que, publica e/ou veladamente, andaram acusando a base partidária aliada no Congresso de tentar excluir das investigações da CPI do Cachoeira empresas e pessoas ligadas ao governo. “Não podemos começar uma CPI tirando ou incluindo de uma forma discricionária A ou B, seja agente público ou privado”, proclamou o jovem senador por Minas.

Pois o jornalão da família Mesquita noticia, hoje, que uma auditoria técnica do Tribunal de Contas do Estado de Minas (TCE-MG) apontou indícios de superfaturamento em uma obra da Prefeitura de Belo Horizonte realizada pela Delta Construções. E que a empresa participa de outra licitação em BH, já suspensa pelo tribunal também por indícios de irregularidades.

Superfaturamento de até 350% na terra do senador

Faturamento de As duas avenidas fazem parte das obras de mobilidade urbana na capital mineira para a Copa do Mundo de 2014. O relatório técnico do TCE-MG diz que o superfaturamento pode chegar a R$ 6 milhões nestas obras porque, em alguns casos, foi constatado, em alguns itens, sobrepreço de até 350% acima do preço de mercado.

Tudo em Minas, tudo no Estado que Aécio governava até se eleger senador em 2010…Aliás, o pessoal do PSDB parece estar se especializando em morrer pela boca. Parecem ter partido para uma espécie de suicídio coletivo.

Não é que numa reunião dos sete governadores tucanos em Curitiba, todos se solidarizaram com o colega de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acusado de vínculos com o contraventor Carlos Cachoeira? Seguiram a trilha, o mote indicado pelo presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), o primeiro na reunião ds governadores a sair dizendo que confia na “integridade  e competência” do seu correligionário governador de Goiás.

Depois se arrependem, ficam constrangidos, resmungam…

Até o eterno presidenciável deles, José Serra, agora candidato a prefeito de São Paulo pela 4ª vez, entrou no coro e disse estar certo de que o governador Perillo não teme investigação e está pronto para responder a ela. Não aprendem, não se emendam e não se acautelam nem quando a história se repete.

Afinal, há coisa de três semanas os tucanos – o senador Aécio inclusive – engrossaram aquele bloco de 41 senadores que foram à tribuna defender a probidade do colega Demóstenes Torres quando da primeira denúncia de envolvimento dele com o esquema Cachoeira.

Depois o senador Aécio foi dos primeiros a revelar seu constrangimento e a andar resmungando pelos corredores do Congresso, arrependido e se queixando de que fora precipitado ao jurar da tribuna pela inocência do colega goiano.

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