Nilmário diz que Programa Primeiro Emprego atrairá excluídos

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Publicado sábado, 3 de maio de 2003 as 09:38, por: cdb

O ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, anunciou hoje que o Programa Primeiro Emprego da Juventude, cujo lançamento está previsto para este mês, será uma oportunidade de inclusão de jovens em risco social, portadores de deficiência, negros e outros excluídos do mercado de trabalho.

– Pedimos ao ministro Jaques Wagner (Trabalho e Emprego) e ele aceitou imediatamente, sem nenhuma dificuldade, abrir vagas também para esses jovens – explicou Nilmário, em entrevista ao programa “Revista Brasil”, da Rádio Nacional AM. Segundo o ministro, o número de adolescentes que serão atendidos pelo programa dependerá da receita disponível.

Outra parceria que deverá beneficiar os portadores de deficiência foi firmada entre a secretaria e o Ministério da Educação. De acordo com Nilmário, o objetivo é destinar pelo menos 5% das vagas dos profissionais do “Alfabetização Solidária” às pessoas portadoras de deficiência.

– Acho que dessa maneira, dando exemplo a partir do governo federal, mostrando que isso é bom para o Brasil, a sociedade vai perdendo a resistência e a inércia também – observou o ministro, ao informar que, na Esplanada dos Ministérios, trabalham 1040 portadores de deficiência.

A expectativa do ministro é de que cada vez mais o mercado de trabalho, tanto na iniciativa pública quanto na privada, utilize a mão-de-obra das pessoas portadoras de deficiência. Uma das iniciativas do governo federal é o Programa de Valorização Profissional da Pessoa Portadora da Deficiência, lançado pelo ministro Nilmário Miranda nesta semana, e que prevê, entre outras ações, o preenchimento de cargos de direção e assessoramento superior (DAS) com quota mínima de 5% para as pessoas portadoras de deficiência.

Nilmário também destacou a criação do Banco de Talentos, ainda em estruturação, que vai disponibilizar informações sobre o perfil profissional de pessoas portadoras de deficiência que estejam à procura de emprego e dados sobre as vagas disponíveis para essas pessoas em órgãos públicos, empresas privadas, sociedade de economia mista e em organismos internacionais.

Para o ministro, ainda há muito a ser feito em favor dos portadores de deficiência, porque a sociedade não dá a essas pessoas o devido valor, principalmente no que se refere ao trabalho.

– Às vezes, os empregadores acham que estão fazendo algum favor, quando na verdade não é favor nenhum: são pessoas como as outras, com capacidades, que têm de ser aproveitadas no lugar certo”, observou.