Niemeyer recebe artistas e reforça campanha de Ciro

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Publicado quarta-feira, 28 de agosto de 2002 as 22:49, por: cdb

“É um privilégio ser recebido por uma das maiores cabeças, além de artistas, intelectuais e militantes da vida brasileira”, agradeceu Ciro, que chegou ao local acompanhado de sua mulher, a atriz Patrícia Pillar, e do humorista Renato Aragão.

A lista de convidados do arquiteto incluiu o ator Marco Nanini, a roteirista Adriana Falcão, o cantor Fagner, a jornalista Danuza Leão e o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, amigo de longa data de Niemeyer, um notório comunista.

Niemeyer elogiou Ciro, destacando a “altivez e coragem” do candidato para mostrar e combater o que ele descreveu como ofensas à soberania.

Em um breve discurso, Ciro criticou mais uma vez o atual modelo econômico que, segundo ele, entregou o país à especulação financeira.

O candidato não quis comentar as pesquisas recentes que indicam que ele perdeu terreno em relação ao candidato governista José Serra. Segundo o instituto Ibope, os dois estão empatados tecnicamente em segundo lugar. Vox Populi e Sensus colocam Ciro em segundo, à frente de Serra, mas com uma distância menor do que em pesquisas anteriores.

No encontro promovido por Niemeyer, Ciro também recebeu das mãos de representantes da organização não-governamental Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria um documento entitulado “Brasil Sem Fome”, com propostas para garantir a alimentação básica para milhões de brasileiros.

“É inconcebível que a gente em um ano não realize o desafio de incluir os 50 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza,” afirmou Maurício Andrade, um dos coordenadores, que pretende entregar o projeto a todos os presidenciáveis.

Segundo ele, bastam 890 milhões de reais por ano para combater a fome.

“Essa é uma proposta que pode e deve ser realizada até dezembro de 2003. Não precisa renegociar a dívida com o FMI, nem criar imposto,” acrescentou.

Ciro respondeu que vai analisar o documento e manifestar-se por escrito sobre as propostas, mas demonstrou simpatia pelo projeto. Ele notou que o Brasil gasta 107 bilhões de reais com pagamento de juros da dívida interna e menos de 1,0 por cento disso seria – em teoria – suficiente para resolver o problema da fome no país.