Nem Europa, nem EUA têm superávit equivalente ao nosso

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 27 de agosto de 2011 as 17:16, por: cdb

Banco CentralComparada com as economias dos países desenvolvidos, nossos números macroeconômicos estão ótimos. Fazemos superávit. O Banco Central informou que União, Estados e municípios economizaram R$ 91,98 bilhões este ano até o mês de julho, o que equivale a 78% da meta de R$ 117,9 bilhões para o ano. Um feito desses não existe nem na Europa e nem nos Estados Unidos, muito menos na Ásia, no Japão, mesmo tendo esses países dívidas públicas muito superiores à nossa. Nenhum país da União Europeia, com exceção da Alemanha, tem dívida inferior aos 60% do PIB. Assim, o Brasil tem uma situação que nos permite no atual momento internacional parar de subir juros – ou mesmo baixar a taxa Selic.

Com os 3,35% de superávit e com a inflação sob controle, podemos e devemos reduzir os juros, já que manter a economia em crescimento, junto com o emprego, a renda, e os investimentos é a garantia que temos para enfrentar um agravamento da situação econômica internacional.

A crise vinda de fora é um cenário bem possível, dada a paralisia política nos Estados Unidos e o longo caminho de volta que a Europa terá que percorrer nos próximos anos para um crescimento sustentável. Tudo isso sem falar na China, cuja economia está se desacelerando e mudando de perfil. Nosso mercado interno e o papel do Estado e dos bancos e fundos públicos são os nossos seguros contra o agravamento da economia mundial. Vamos manter nossa economia em crescimento, com distribuição de renda e aumento dos investimentos, caminho para minorar o impacto da crise internacional.