Negri assina documento para tratamento de soropositivos de outros países

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Publicado quarta-feira, 18 de dezembro de 2002 as 23:36, por: cdb

O ministro da Saúde, Barjas Negri, assinou hoje um memorando de entendimento com representantes diplomáticos de El Salvador, Colômbia e Paraguai, para o envio de medicamentos para o tratamento de portadores de HIV e Aids nesses países. “Para o Brasil, a assinatura deste memorando é importante porque demonstra o êxito das nossas políticas do combate ao HIV”, afirmou o ministro durante a solenidade.

Segundo o ministro, o Brasil tem um trabalho importante de assistência, prevenção e de treinamento pessoal. “Somos reconhecidos mundialmente como um país que conseguiu implantar um programa que dá resultados”, explicou o ministro, dizendo ainda que técnicos de vários países visitam o Brasil para absorver a tecnologia utilizada aqui.

O memorando visa, além de fornecer os medicamentos para tratar 100 pessoas soropositivas em cada país, o envio de técnicos brasileiros para colaborar com a montagem dos projetos e na definição de critérios para a seleção dos pacientes que serão assistidos. “Haverá também a capacitação de recursos humanos e de tecnologia para que, no prazo estipulado, esses países possam absorver essa tecnologia e implantar um programa semelhante ao nosso país”, destacou Barjas Negri. Ele disse que o acordo é uma forma de estreitar relações comerciais, econômicas e sociais com os países vizinhos. “Além, é claro, de prestar solidariedade às pessoas portadoras de HIV”.

O memorando prevê ainda que em contrapartida, os países beneficiados continuem dando o tratamento aos pacientes após o vencimento do projeto com o Brasil.

Outros sete países ainda devem assinar o memorando, a Guiana, Moçambique, Namíbia, Burundi, Quênia e Burkia Faso. A seleção foi feita após o Ministério da Saúde aprovar as propostas enviadas por esses sobre o tratamento dos soropositivos.

A assinatura faz parte do Programa de Cooperação Internacional para Ações de Controle e Prevenção de HIV/AIDS para Países em Desenvolvimento, lançado em julho pelo Ministério da Saúde, que visa contemplar 10 países por ano.