Na animação O Golfinho, personagem busca sonhos no mar

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 8 de outubro de 2009 as 14:11, por: cdb

O fundo do mar parece ser um cenário inesgotável para diretores e roteiristas de animação. Depois de Procurando Nemo, O Mar Não Está pra Peixe, o famoso Bob Esponja e alguns outros, chega ao Brasil a animação peruana O Golfinho – A História de um Sonhador, que estreia apenas em cópias dubladas.

Dirigido por Eduardo Schuldt, o longa tem como personagem central Daniel Alexandre Golfinho – que não se contenta com sua vida simples numa lagoa e decide ganhar o mundo. O protagonista é dublado pelo VJ Marcos Mion.

Vivendo num mundo de regras preestabelecidas, Daniel é um sonhador. Um dia ouve um chamado estranho, vindo de uma arraia. Todos os seus amigos têm medo do animal, mas o golfinho dá ouvidos a ela, que lhe sugere abandonar a lagoa e perseguir suas aspirações.

Daniel decide ir a mar aberto e enfrentar qualquer obstáculo que cruzar o seu caminho. Ao abandonar sua comunidade e fugir para o oceano, ele não poderá mais unir-se aos seus amigos. Mas ele faz novas amizades, como Lulito, uma lula falastrona que também sonha desbravar o mar.

Ouvindo uma misteriosa Voz do Mar’ Daniel seguirá o seu caminho, conhecendo novas criaturas, como o assustador Lucius, uma barracuda conhecida como Devorador de Sonhos, e que lidera um exército composto por 400 iguais a ela. Em meio a tantos inimigos, Daniel encontrará novos aliados, como o polvo gigante chamado Maitre, que mora dentro de sua concha, e o tubarão Sr. Dentada, incapaz de manter alguma amizade porque come seus amigos.

O sonho de Daniel consiste em surfar a maior onda do mundo no dia em que ‘o Sol fizer algo que nunca faz’ – seja lá o que for isso. Um de seus maiores desafios será surfar a onda gigante – algo nunca visto antes pelos seres do mar.

A história é cheia de significados místicos e que insistentemente força o protagonista a procurar o seu sonho – não importando as dificuldades. É até uma lição interessante a se ensinar às crianças, mas a forma como o filme o faz, sem a menor sutileza ou criatividade, é tiro que sai pela culatra.

Ainda assim, é possível tirar algumas lições com essa história do golfinho sonhador. A mais valiosa delas é que, atualmente, ninguém consegue chegar perto das qualidades dos filmes da Pixar no campo da animação, seja na técnica ou nos roteiros.