Na abertura do Gauchão Grêmio fica no empate

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Publicado sábado, 1 de fevereiro de 2003 as 18:06, por: cdb

O Grêmio ficou no 0 x 0 como Caxias, no primeiro jogo do Campeonato Gaúcho de 2003. A partida foi realizada em Caxias do Sul e teve poucas chances de gol, pois os dois times preocuparam-se bem mais com a marcação e foram violentos, tanto que três jogadores acabaram expulsos.

Apesar do calor de 38 graus, o jogo começou num ritmo muito forte. Uma correria danada. O Caxias, apoiado pela sua torcida, aos poucos foi empurrando o Grêmio para dentro de seu campo, obrigando os jogadores tricolores a cometerem faltas sucessivas. Aos 5min o zagueiro Anderson Polga já havia recebido cartão amarelo, o primeiro de uma série que o árbitro Leonardo Gaciba distribuiria no primeiro tempo.

Sem conseguir partir para o ataque, acuado, o meia gremista Rodrigo Fabri irritou-se e passou a usar de violência. O revide dos caxienses veio logo e a partida tomou um rumo complicado. Poucas jogadas de gol e muita pancadaria.

Aos 32min, como conseqüência natural do ritmo agressivo do encontro, dois jogadores foram expulsos: o ala Gilberto, do Grêmio, e o lateral-direito Cláudio, do Caxias. Mas nem os cartões vermelhos aplicados pelo árbitro diminuíram a seqüência de empurrões e pontapés.

E num deles, aos 39min, Anderson Lima derrubou o ponteiro Helinho dentro da área e o pênalti foi marcado a favor do Caxias. O próprio Helinho bateu, mas a bola foi no travessão. Uma frustração para os donos da casa.

O péssimo desempenho dos atletas, mais preocupados em bater do que em jogar, não fazia mesmo com que qualquer dos lados merecesse marcar algum gol, e os times desceram para os vestiários irritados, batendo boca e até mesmo com tentativas de agressão ao árbitro por parte dos dirigentes do time da Serra. Eles haviam considerado equivocada a expulsão de Cláudio, que não teria revidado a agressão sofrida de Gilberto.

“Ele está sem o controle do jogo”, comentou Polga no intervalo, numa referência a Leonardo Gaciba.

Na volta para o segundo tempo, os dois treinadores pediram aos seus jogadores que se tranqüilizassem e pensassem mais em jogar bola. “Com a cabeça fria poderemos chegar à vitória”, disse Ricardo Drubscky, o comandante do Caxias.

Mas quando a bola recomeçou a rolar notou-se que as palavras apaziguadoras dos técnicos não haviam feito nenhum efeito. O Grêmio até melhorou um pouco tecnicamente e Fabri, antes só preocupado em brigar, logo no segundo minuto arriscou um belo chute de fora da área, para defesa do goleiro Sadi.

Apesar dessa pequena melhora, o técnico Tite queria mais e aos 15min colocou Caio em campo, no lugar de Basílio. “A idéia é aumentar a movimentação e prender mais a bola lá na frente”, disse Caio ao entrar no gramado.

Mas a expulsão de Fabri, aos 19min, por mais uma falta violenta, esculhambou com os planos do treinador, que com um jogador a menos em campo – nove contra dez do Caxias – foi obrigado a tirar o atacante Luís Mário e colocar um defensor, o lateral Douglas, para evitar a derrota.

Uma bola no travessão, em cobrança de falta, aos 21min, deixou claro que a preocupação de Tite era justificável. O time, a partir de então praticamente descartou a hipótese de atacar e fechou-se em frente à grande área.

O Caxias, esforçado mas pouco criativo, não conseguia tirar vantagem na superioridade numérica e a pressão sobre a meta tricolor se mostrava infrutífera. Um chute de Janílson, que raspou a trave, aos 39min, foi a última chance da equipe serrana, que deixou o campo com o sentimento de que desperdiçara uma boa chance de derrotar o poderoso Grêmio da capital.

CAXIAS 0 x 0 GRÊMIO

Caxias: Sadi; Claudio, Jairo Santos, Paulo César e Ítalo; Lico (Richard), Mattei, Rafael Mussamba (Fininho) e Matteus; Janilson e Helinho
Técnico: Ricardo Drubscky

Grêmio: Eduardo Martini; Polga, Claudiomiro e Roger; Anderson Lima, Gavião, Tinga (Adriano), Rodrigo Fabri e Gilberto; Luis Mário (Douglas) e Basílio (Caio)
Técnico: Tite

Data: 1º/2/2003 (sábado)
Local: Estádio Centenário (Caxias do Sul)
Árbitro: Leonardo