Músicos descobrem melodia ancestral secreta na Capela Rosslyn

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 1 de maio de 2007 as 14:08, por: cdb

A Capela Rosslyn, igreja escocesa que aparece no romance best seller O Código Da Vinci, de Dan Brown, mostrou mais uma de suas faces misteriosas, oculta por mais de 500 anos. Os músicos Thomas Mitchell e seu filho Stuart, descreveram a descoberta como “música congelada”, após decifrar uma série de símbolos gravados nos arcos da capela, uma espécie de partitura musical escondida no santuário. O pai, de 75 anos é músico e ex-criptógrafo da Força Aérea Real (RAF), e seu filho é compositor e pianista.

“A música foi congelada no tempo pelo simbolismo. Era só questão de tempo até que o simbolismo começasse a se revelar e a fazer sentido para a percepção científica e musical”, escreve Mitchell em seu site, onde publica também os detalhes do projeto de 27 anos para decifrar o código da capela. Eles ficaram intrigados com a gravação nos arcos da capela, onde há 13 anjos músicos e 213 cubos que formam padrões geométricos.

– Eles são tão lindos e tão finamente detalhados que pensamos que poderia haver uma mensagem ali –  disse ele à agência inglesa de notícias Reuters.

Após anos de pesquisa, os Mitchell chegaram a um sistema ancestral de escrita da música, chamado cimática, ou padrão Chladni. A grafia é formada por ondas sonoras em afinações específicas. Os dois homens ligaram cada padrão dos cubos gravados a uma afinação Chladni, e finalmente puderam descobrir a melodia. Os Mitchell batizaram a peça de O Moteto de Rosslyn e a completaram com a letra de um hino contemporâneo.

Eles também já agendaram uma estréia mundial na capela, em 18 de maio, quando quatro cantores acompanhados por oito músicos interpretarão a peça usando instrumentos medievais.

A Capela Rosslyn, construída no século XIV, fica a cerca de 11 quilômetros ao sul da capital escocesa, Edimburgo.