Museu de Bagdá recupera mais de 3.400 relíquias

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Publicado quarta-feira, 10 de setembro de 2003 as 16:24, por: cdb

As forças de ocupação recuperaram mais de 3.400 objetos roubados do Museu de Bagdá durante a invasão do Iraque, mas ainda faltam outras 10 mil peças, informou hoje, quarta-feira, o Pentágono.

O coronel dos Fuzileiros Navais Matthew Bogdanos, que comanda a equipe que investiga o saque do Museu de Bagdá, disse que ladrões profissionais com conhecimento do valor das antigüidades estiveram envolvidos no roubo dos objetos, além de saqueadores oportunistas e ladrões, que agitam com base em informação dada por funcionários do museu, acrescentou Bogdanos, que considera exagerada a cifra de 170 mil objetos perdidos mencionada pela imprensa em abril.

“Os números por si sós não podem contar toda a história, nem deveriam ser o único fator que se usa para avaliar a extensão do dano ou da recuperação”, acrescentou. “Por exemplo, é simplesmente impossível quantificar a perda da primeira máscara conhecida no mundo de uma de deidade feminina de Samaria”.

“É só um número, mas não se pode quantificar seu valor (histórico e cultural) e é insubstituível”, afirmou.

Bogdanos garantiu que nenhum soldado americano participou do saque e que as tropas invasoras entraram no museu no dia 16 de abril e a maioria das perdas de objetos ocorreu enquanto ocorriam os combates.
O Museu de Bagdá era considerado um dos acervos de peças arqueológicas mais importantes do mundo, com coleções de arte e relíquias das antigas civilizações da Mesopotamia, Sumeria, Assíria, a expansão da cultura grega pelas conquistas de Alexandre, o Império Romano e o esplendor do Islã.

Bogdanos explicou que boa parte dos objetos recuperados foi obtida mediante um programa de “anistia sem perguntas”, enquanto que outros foram encontrados em buscas, em outros países ou estavam guardados em outros edifícios para proteção.