Mullher de refém acredita que ele vai sobreviver

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Publicado terça-feira, 28 de setembro de 2004 as 08:22, por: cdb

A mulher tailandesa do refém britânico Kenneth Bigley, ameaçado de execução por sequestradores no Iraque, disse nesta terça-feira acreditar que o marido vai sobreviver.

– O cenário que vi inicialmente, logo depois que ele foi feito refém, dava muito, muito medo, mas melhorou gradualmente – afirmou Sombat Bigley em entrevista à Reuters, dois meses depois de ter visto o marido de 62 anos pela última vez.

– As notícias de que estão sendo distribuídos panfletos apelando pela libertação dele me deram alguma esperança – disse Sombat, de 35 anos, casada com o britânico há sete. Ela mora na fazenda de arroz e manga do casal na Província de Surin.

Segundo a tailandesa, “como mulher, não posso perder a esperança. Preciso manter a fé. Qualquer que seja a situação lá, acredito que ele ainda esteja vivo”.

Vestindo calça jeans e uma camisa roxa, Sombat contou que acompanhava a situação do marido pela televisão e por jornais.

– Ele normalmente me telefonava todos os dias do Iraque para conversar antes de ter desaparecido. No dia em que não teve ligação, suspeitei – disse ela.

Bigley foi sequestrado, há 11 dias, junto com dois norte-americanos na casa em que moravam em Bagdá. O grupo Tawhid e Jihad, liderado pelo militante jordaniano Abu Musab Al Zarqawi, que tem ligações com a Al Qaeda, assumiu a autoria do sequestro.

O grupo exigiu a libertação de prisioneiras iraquianas das prisões dos Estados Unidos no Iraque. Como elas não foram soltas, os dois norte-americanos foram degolados e vídeos com suas mortes foram colocados na Internet.

Bigley também sofre ameaça de execução, mas o grupo não deu um prazo final. A família do engenheiro na Grã-Bretanha pediu para o primeiro-ministro Tony Blair fazer mais pela libertação. Uma delegação muçulmana britânica deixou o Iraque na segunda-feira, depois de encontros com clérigos locais.