MPRJ denuncia advogado e professora por atentado violento ao pudor contra crianças

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Publicado terça-feira, 31 de maio de 2016 as 15:02, por: cdb

Outro caso foi relatado em uma denúncia oferecida pelo Ministério Público, no dia 15 de maio, pela promotoria junto à 41ª Vara Criminal da Comarca da Capital

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, denunciou à Justiça o advogado Roberto Malvar Paz e a professora Tatiana Mara Carvalho Araújo Teodoro pelo crime de atentado violento ao pudor contra uma criança com nove anos de idade no ano de 2008.

O MP também requereu a prisão preventiva dos acusados
O MP também requereu a prisão preventiva dos acusados

Na mesma denúncia, Tatiana ainda é acusada de praticar crime de estupro de vulnerável contra uma criança de quatro anos de idade em abril deste ano, além de produzir, fotografar, filmar e transmitir, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente. O MP também requereu a prisão preventiva dos acusados.

De acordo com a denúncia, o advogado e a professora praticaram atos libidinosos com a enteada de Tatiana, no interior do Hotel Gran Via, em Duque de Caxias. O documento encaminhado à Justiça aponta, também, que em abril deste ano, no interior de uma creche, no mesmo município, Tatiana praticou atos libidinosos com uma criança de quatro anos. Os atos foram filmados e enviados ao advogado por meio de conversas na rede social Facebook.

Ao requerer a prisão preventiva dos acusados, o MP salientou que Tatiana e Roberto trabalhavam em uma “parceria de devassidão”. Tatiana tinha a função de aliciar crianças, já Roberto fazia uso do seu escritório e de hotéis para marcar os encontros sexuais, por vezes dando dinheiro à Tatiana e presentes às vítimas. O pedido de prisão aponta, ainda, que a dupla não satisfeita em praticar os atos libidinosos nas crianças, ia além, registrando as ações criminosas em fotografias e filmagens.

Outro caso foi relatado em uma denúncia oferecida pelo Ministério Público, no dia 15 de maio, pela promotoria junto à 41ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Em 8 de abril de 2004, segundo o documento, Tatiana recrutou a própria irmã, de apenas dez anos, para ir até o escritório de advocacia Boris Lerner Frazão Garcia & Malvar Serviços Contábeis. Lá, obrigaram a criança a praticar atividades sexuais com Roberto, dentre as quais masturbação, registrando tudo em fotos e vídeos.

Segundo as investigações, na condição de professora da escola infantil Instituição Cantinho da Alegria, Tatiana aliciava alunos a manterem relações sexuais com Roberto. Ela enviava ao advogado fotos de crianças nuas e seminuas, todas suas alunas, por meio de mensagens de WhatsApp e Facebook.

Ainda segundo a denúncia, todas as imagens registradas pela dupla eram armazenadas no escritório de advocacia. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no local, a Polícia Civil encontrou dois HDs externos, cinco pen drives, cinco cartões de memórias e duas câmeras fotográficas repletos de material pornográfico.