MPF denuncia Paulo Bernardo por corrupção

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Publicado segunda-feira, 1 de agosto de 2016 as 12:47, por: cdb

Paulo Bernardo foi preso no dia 23 de junho na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato

Por Redação, com Agências de Notícias – de Brasília:

O ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por três crimes. A ação contra Paulo Bernardo envolve ainda outras 12 pessoas em ação que trata de um contrato fraudulento da empresa Consist no ministério do Planejamento. Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Paulo Bernardo
Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto

A denúncia cita cinco crimes: organização criminosamente, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução da investigação.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, Bernardo teve despesas pessoais e de campanhas eleitorais pagas pelo esquema de corrupção. Paulo Bernardo foi solto no dia 29 de junho, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Verônica Sterman, advogada de Bernardo, acredita que a Justiça reconhecerá a improcedência das acusações. “O ex-ministro Paulo Bernardo reitera que não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica assinado autonomamente entre a Secretaria de Recursos Humanos do MPOG [Ministério do Planejamento] e as associações de Bancos e Previdência (ABBC e SINAPP). Também reitera que não se beneficiou de qualquer quantia da Consist, quer direta ou indiretamente”, informa nota da defesa.

Paulo Bernardo foi preso no dia 23 de junho na Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato. Conforme a investigação, o ex-ministro recebia recursos de um esquema de fraudes no contrato para gestão de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento. Ele ficou detido na sede da Superintendência da PF até o dia 29 de junho, quando foi solto após determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na saída da Polícia Federal, na noite do dia 29 de junho, o ministro negou as acusações e disse que é inocente.

“Quero dizer que sou inocente. Isso vai ficar demonstrado. Acho que essa prisão não era necessária porque eu estava em local determinado, absolutamente encontrável, me coloquei à disposição da Justiça várias vezes. Mandei petições para o juiz, Ministério Público e advogados me colocando à disposição para depor e, durante 10 meses não fui chamado. Portanto, não vi nenhum motivo para isso [prisão]. Felizmente, o ministro Toffoli, do Supremo, teve o mesmo entendimento”, disse Paulo Bernardo, na ocasião.