MP quer impedir retorno de deputados afastados por corrupção

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Publicado sábado, 12 de abril de 2003 as 09:35, por: cdb

O sub-procurador geral de Justiça no Espírito Santo, José Marçal de Ataíde, vai ingressar com um agravo de instrumento contra a reintegração dos sete deputados que ficaram afastados das funções parlamentares por cerca de 65 dias. Segundo ele, o afastamento dos deputados é necessário para garantir a integridade das provas, principalmente as testemunhais, coletadas pelo Ministério Público.

Sérgio Borges (PMDB), José Tasso (PTC), Gilson Gomes (PFL) Fátima Couzi e Gilson Amaro (sem partido), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Marcos Gazzani (PGT) foram denunciados por terem recebido propina no valor de R$ 30 mil cada um, no ano de 2000, para reeleger o ex-deputado José Carlos Gratz para a presidência da Assembléia Legislativa. O dinheiro teria vindo de duas contas bancárias do empresário e ex-presidente do Banestes – Banco do Estado do Espírito Santo – Carlos Guilherme Lima, preso desde o dia 02/12/01 na carceragem da Polícia Federal, em Vila Velha, acusado de ser o tesoureiro do crime organizado no Estado.

O esquema teria sido montado pelo ex-deputado José Carlos Gratz visando a sua reeleição. Gratz também está preso há 42 dias na Polícia Federal acusado de abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2002.

Para o sub-procurador, com o retorno às atividades parlamentares, os deputados podem usar o poder para coibir as testemunhas, atrapalhando o andamento do processo. José Marçal disse ainda que, apesar do Ministério Público Estadual não ter sido intimado até o momento, já está trabalhando para reunir provas que comprovem a participação dos deputados no esquema. O MPE aguarda a citação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para se manifestar. A determinação do retorno imediato dos deputados já foi encaminhada ao Tribunal de Justiça por meio de um telegrama urgente.