Movimentos rurais exigem rompimento de contratos entre Embrapa e Monsanto

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Publicado segunda-feira, 8 de outubro de 2001 as 13:01, por: cdb

“Os Movimentos Sociais do Campo (MST, MPA, MAB, ANMTR, CPT E FEAB) denunciam à sociedade os contratos lesivos ao país e à agricultura brasileira celebrado entre a EMBRAPA e a Multinacional MONSANTO. Estes contratos, celebrados entre 1997 e 2000 entregam à Empresa Monsanto as variedades de soja desenvolvidas pela Embrapa ao longo dos últimos anos, adaptadas às condições ecológicas brasileiras, para que sejam transformadas em sementes transgênicas resistentes ao herbicida Roundup, também da Monsanto. Com isto, a multinacional norteamericana terá o monopólio das sementes de soja transgênica no Brasil, bem como o monopólio do mercado de herbicidas.

“Não aceitamos que o patrimônio nacional, resultado de décadas de pesquisas e investimentos de todo o povo brasileiro, sejam entregues de mão beijada para a multinacional Monsanto que quer monopolizar o mercado de sementes no Brasil.

“Consideramos estes contratos um atentado à soberania tecnológica e alimentar do Brasil.

“Denunciamos com veemência o governo brasileiro que se nega a atender reivindicações básicas para a produção de alimentos apresentadas pelos Movimentos Sociais ao mesmo tempo que entraga de graça para a maior multinacionais de sementes do mundo todo o patrimônio genético da semente de soja do Brasil.

“Nossas reivindicações

1) Rompimento imediato dos contratos Embrapa- Monsanto;

2) Defendemos uma Embrapa forte, com recursos públicos suficientes, voltada para o desenvolvimento da agricultura brasileira, especialmente a familiar;

3) Queremos que a Embrapa priorize pesquisas nas áreas de agricultura ecológica, familiar e em áreas de reforma agrária;

4) Defendemos a importância de a Embrapa pesquisar também em todas áreas das novas biotecnologias, inclusive transgênicos, mas sem submissão à estratégia das empresas multinacionais. Somos favoráveis às pesquisas públicas sobre transgênicos e outras técnicas biotecnológicas, em ambientes controlados.

5) Somos contrários ao plantio comercial e ao consumo de produtos transgênicos enquanto não se comprovarem as condições de biosegurança ambiental e alimentar e os direitos dos camponeses.

“QUEREMOS UMA EMBRAPA FORTE A SERVIÇO DO POVO BRASILEIRO!

POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS!”

MST – MPA – MAB – ANMTR – CPT – FEAB