Móveis usados podem ser uma boa opção

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Publicado quinta-feira, 16 de agosto de 2001 as 16:36, por: cdb

Quem quer economizar para mobiliar a casa ou escritório muitas vezes recorre a móveis usados. Uma das formas mais freqüentes para comprar esses tipos de produtos são as lojas de mobília usada, os leilões ou aproveitar a oportunidade para adquirir mercadorias com famílias que estão de mudança e colocam tudo à venda. Nos leilões, o interessado oferece um determinado valor para ficar com o bem e aquele que desembolsar a quantia mais alta leva o produto.

O leiloeiro Eduardo Jordão Boyadjian afirma que a procura pelos leilões é grande, já que os consumidores são atraídos principalmente pelos preços mais baixos. Ele também diz que é oferecida uma grande variedade de móveis entre camas, mesas, cadeiras, aparadores, conjuntos de sala de jantar e guarda-roupas. O próprio consumidor arca com as despesas de entrega da mercadoria, contratando geralmente uma transportadora.

Para fazer um bom negócio, o consumidor precisa levar em consideração alguns aspectos antes de efetuar a compra. Móveis muito antigos, por exemplo, podem ser considerados relíquias ou peças para colecionadores. Nesses casos, o valor chega a ser alto. Já para os móveis comuns, a análise deve englobar, basicamente, o estado de conservação do produto e o valor solicitado. Esses móveis, geralmente, são mais baratos. O leiloeiro recebe 5% sobre o valor da peça leiloada.

Geralmente, tem-se a idéia de que os freqüentadores de leilões são solteiros ou pessoas recém-separadas. Mas Boyadjian esclarece que o público é extremamente diversificado, atingindo todas as camadas, desde revendedores a casais. Muitos optam pela compra de móveis usados para decorar a casa de praia ou de campo. Mas vale lembrar que em leilões não existe a troca da mercadoria.

Na opinião de outro leiloeiro, José Kanan Matta, a compra de móveis usados só é vantajosa se a aquisição de bens for em grande quantidade. “Para revendedores, vale a pena investir em leilões. Além de comprar mais barato, ele também lucra depois com a transação”, avalia. Ele diz que a procura principal é para móveis de escritório.

Compra de usados em lojas

Quem preferir adquirir os móveis em lojas tem como alternativa o comércio especializado em vendas de móveis usados. Nesses estabelecimentos, além da grande variedade de mercadorias, o consumidor tem a possibilidade de pechinchar, uma prática que, muitas vezes, pode trazer algum desconto.

Camas, mesas, cadeiras, fogões, geladeiras, sofás e armários. Tudo isso pode ser encontrado nas lojas de usados. Antes de fechar negócio, o consumidor deve fazer uma pesquisa de preços e avaliar as condições da mercadoria. Ao efetuar a compra, é necessário que o vendedor forneça a nota fiscal. Se o produto for entregue fora das especificações da compra, o consumidor tem direito a troca e é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Família vende tudo

Outra opção para quem está mobiliando a casa são as famílias que estão de mudança e acabam vendendo todos os móveis da residência. Nesse tipo de transação, o consumidor não pode contar com o CDC caso sinta-se lesado, pois esse tipo de transação não é considerado uma relação entre fornecedor e consumidor, como aponta o Código. Mas, havendo problemas, ele está amparado pelo Código Civil.

Nesse tipo de compra, além de avaliar a integridade e a conservação do móvel, o consumidor pode tentar barganhar. Ao invés de nota fiscal, o ideal é solicitar um recibo que comprove a transação comercial. Quem optar por esse tipo de compra deve ficar atento a anúncios de jornais ou até mesmo faixas promocionais colocadas nos bairros.

Procon orienta para a comprar de móveis usados

O Procon-SP, órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo estadual, indica algumas recomendações para quem pensa em adquirir móveis usados. De acordo com a assistente de direção do Procon, Sônia Cristina Amaro, a primeira medida é a pesquisa de preços, caso o consumidor pretenda adquirir o produto em lojas de usados, ao invés de leilões. E