Moradores relatam pavor durante ataque à Protege em SP

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Publicado quarta-feira, 17 de agosto de 2016 as 12:39, por: cdb

A assessoria de imprensa da Protege informou que os vigilantes que estavam no local e as barreiras do sistema de segurança impediram o roubo

Por Redação, com ABr – de São Paulo/Belo Horizonte:

 

Moradores de um condomínio de prédios em frente à empresa de valores Protege, no bairro Campestre de Santo André, atacada por uma quadrilha na madrugada desta quarta-feira, relatam o pavor que viveram. Na tentativa de assalto, houve intensa troca de tiros entre criminosos e vigilantes, além do uso de artefatos explosivos.

A fachada da empresa Protege ficou com marcas de tiros, após a tentativa de assalto que ocorreu durante a madrugada, por uma quadrilha fortemente armada
A fachada da empresa Protege ficou com marcas de tiros, após a tentativa de assalto que ocorreu durante a madrugada, por uma quadrilha fortemente armada

Segundo moradores, algumas sacadas do prédio foram perfuradas por tiros. Um salão de jogos na área interna do condomínio também ficou danificado com a vibração das explosões. A fachada do imóvel ficou repleta de marcas de balas. Moradores mais antigos contam que a empresa já sofreu um ataque há cerca de 10 anos.

A vendedora Danila Costa Magna, de 31 anos, disse que a janela do quarto de seu filho de 13 anos chegou a se deslocar com uma das explosões. “Foram 40 minutos de terror porque não cessava, os barulhos aumentavam, as bombas eram ensurdecedoras. Foi esse pânico. Nós ouvimos tudo o que acontecia, mas em nenhum momento a gente saiu na janela para olhar”, conta.

Ela e o marido acordaram às 3h30 com sons semelhantes a fogos de artifício. “Mas os barulhos começaram a ficar intensos, pensamos que fossem tiros. Fomos para o quarto e pegamos nosso filho. Ficamos bem escondidos embaixo da cama”, lembra.

O aposentado Lúcio Rodrigues, de 59 anos, disse que juntou a família e se escondeu na cozinha do apartamento. “Eu estava acordado naquele horário. Ouvi o que pareciam fogos, depois começaram os tiros”, disse ele.

Os vizinhos disseram que chamaram a polícia, que demorou a chegar. A PM informou que teve dificuldades para chegar, pois os criminosos bloquearam as vias que dão acesso ao local. “A polícia chegou só mesmo às 5h, quase duas horas depois do início dos tiros”, disse Danila.

A quadrilha incendiou veículos para bloquear três vias de acesso ao local: a rua Presidente Wilson, na região do Ipiranga, Zona Sul; a Avenida Antônio Dellamate, também na Zona Sul e a Avenida do Estado, na Zona Leste.

Na Avenida Salim Farah Maluf, zona leste da capital, foi encontrado um veículo com armamentos e artefatos explosivos. Os criminosos também espalharam pregos nas ruas próximas à empresa de valor para furar os pneus de viaturas policiais que tentassem se aproximar.

A assessoria de imprensa da Protege informou que os vigilantes que estavam no local e as barreiras do sistema de segurança impediram o roubo. Segundo a empresa, um funcionário foi ferido por estilhaços, recebeu atendimento e passa bem. “A Protege aguarda a apuração dos fatos e, para isso, colabora com as autoridades policiais em sua investigação”, informou em nota.

A Secretaria da Segurança Pública ainda não se pronunciou sobre o caso.

Explosivos assusta moradores de Juiz Fora

Uma explosão em uma fábrica da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) no fim da noite de terça-feira assustou moradores de Juiz de Fora (MG). O impacto foi sentido no interior das casas dos bairros Araújo e Benfica, os mais próximos ao local. Algumas residências tiveram danos em portas e janelas.

A explosão ocorreu às 23h30 em um depósito de munições, que ficou completamente destruído. De acordo com o Corpo de Bombeiros da cidade, não houve mortos ou feridos. Nas redes sociais, moradores de Juiz de Fora postaram um vídeo gravado depois do acontecimento.

Após o episódio, um depósito de materiais químicos da fábrica começou a pegar fogo, mas o incêndio foi controlado. Houve danos em bombas de ácido sulfúrico. Outros dois depósitos de munição ao lado do que explodiu tiveram apenas pequenas avarias.

Normas

A Imbel é um empresa estatal vinculada ao Exército brasileiro e ao Ministério da Defesa. Um drone do Exército está sendo usado para verificar a extensão dos danos.

Em nota, a Imbel esclareceu que a instalação está localizada em área afastada de locais de circulação de pessoas e da área urbana e que foi construída em conformidade com as normas técnicas vigentes.

– Foi determinada a abertura de inquérito técnico-administrativo interno, a fim de apontar as causas do acidente. A Imbel está tomando as medidas necessárias ao restabelecimento da normalidade e tranquiliza a população – acrescentou o texto, que também reiterou o compromisso com a segurança dos empregados.