monólogo aborda a questão da tolerância através de dramaturgia simples e divertida

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Publicado domingo, 11 de março de 2012 as 06:00, por: cdb
teatro
Alexandre Cioletti é o ator que dá vida ao personagem Antônio em “Olá, Pessoa”, livre adaptação do livro “e ninguém tinha nada com isso...”, de Marcelo Garcia

Consagrada na cena contemporânea de Minas Gerais, a Odeon Companhia Teatral encerra neste domingo, no Rio, o monólogo Olá, Pessoa, com Alexandre Cioletti, direção do premiado Carlos Gradim, no Espaço Anônimo, na Fundição Progresso, Lapa.

A montagem, sucesso de crítica e público desde sua estreia, em Belo Horizonte, é uma livre adaptação do livro “e ninguém tinha nada com isso…”, de Marcelo Garcia, que conta a história de um servidor público no processo de assumir-se gay. A adaptação, feita pelo dramaturgo e ficcionista Edmundo de Novaes Gomes, é levada ao palco dialogando com projeções que comentam a narrativa.

Fundada em 1998, a Odeon Companhia Teatral tem presença marcante na cena mineira, com forte respaldo nacional. Todos os espetáculos da Odeon foram premiados em diversas categorias, cumprindo temporadas em Belo Horizonte, Rio de janeiro e São Paulo e interior destes estados e ainda participando dos mais importantes festivais de teatro do Brasil, Como Festival Internacional de São José do Rio Preto (O Coordenador de benjamim Galemiri), o Festival de Curitiba (Ricardo III de W. Shakespeare e Amor e restos Humanos) e o FIT-BH (Noites Brancas de Fiodor Dostoievski, Quando você não está no céu e Servidão, ambas de Edmundo de Novaes Gomes).

A companhia foi fundada pelo diretor e produtor Carlos Gradim e pela atriz e diretora Yara de Novaes com o objetivo de desenvolver uma linguagem artística própria com foco na pesquisa sobre o espaço cênico e na sua relação com a dramaturgia e o ator. Fazem ainda parte da equipe fixa da companhia o cenógrafo e figurinista Andre Cortez, a iluminadora Telma Fernandes e o dramaturgo Edmundo Novaes. O principal tema de pesquisa são as angústias e aspirações do homem diante de sua existência, com base em um repertório de clássicos da dramaturgia e textos de autores contemporâneos.

O primeiro encontro entre os futuros integrantes da Odeon se dá na montagem do espetáculo infantil The Addams, em 1996, que revela para a cena mineira o dramaturgo Edmundo de Novaes, o ator Jorge Emil e a atriz Débora Falabella. The Addams recebe os prêmios Sesc/Sated de melhor espetáculo, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor ator, melhor ator coadjuvante, ator revelação e melhor cenário.

Sobre a montagem _ Olá Pessoa traz um único personagem em cena compartilhando suas experiências vividas do momento em que se identifica como homossexual até a sua aceitação e a forma de como se manifesta na sociedade. A utilização do vídeo como elemento de encenação, assim como a iluminação, são composições importantes para que a plateia vá além do senso comum, permitindo um olhar sem preconceitos sobre a história encenada. Em forma de palestra, como um bate-papo com a plateia, o espetáculo permite a manifestação do público por meio de depoimento sobre experiências vividas em que o preconceito, e o respeito à diferença, esteja em foco.