Ministro defende método usado em obra para educação de jovens e adultos 

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Publicado terça-feira, 31 de maio de 2011 as 09:10, por: cdb

Após questionamentos dos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Cyro Miranda (PSDB-GO) e Marisa Serrano (PSDB-MS), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a condenação do livro Por uma vida melhor, utilizado em escolas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), é feita “pinçando uma frase e com base em artigos de jornais”.

O ministro se referia a críticas a capítulo desse livro que admite erro gramatical. Haddad citou artigo de Sérgio Fausto, diretor executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, que defende o livro dizendo que as críticas à obra querem “desqualificar ideias sem o esforço de compreendê-las”.

O ministro defendeu o método usado no livro, que emprega expressão da linguagem comum para chegar à construção gramatical correta, conforme a norma culta. Ele apresentou aos senadores outros 12 artigos de especialistas que defendem a obra.

Questionado sobre interferências do governo na produção de material didático, Haddad explicou que todo livro didático é produzido a partir de obras apresentadas por diferentes autores que respondem a edital do MEC. Tais obras são então enviadas às universidades responsáveis pela emissão de parecer e posteriormente selecionadas conforme avaliação dos responsáveis pelos pareceres. Só depois do livro escolhido, disse, os dirigentes o MEC participam do processo, quando é feita a discussão de preço.

O ministro aceitou sugestão de Marisa Serrano de rever normas para produção de livro didático e pediu sugestões da Comissão de Educação nesse sentido.

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