Ministro da Saúde anuncia metas do governo para a área

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Publicado quinta-feira, 8 de maio de 2003 as 13:58, por: cdb

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta quinta-feira, o ministro da saúde, Humberto Costa, anunciou suas diretrizes para os próximos quatro anos de governo. Entre as metas do governo estão a ampliação do acesso aos serviços de saúde, duplicando o número de equipes de Saúde da Família, incluindo dentistas, e a criação, até julho, em todo o país, de uma rede de farmácias populares, garantindo medicamentos mais baratos para a população.

O ministro afirmou pretender ainda aumentar as compras de remédios para distribuição gratuita pelo do Ministério da Saúde; intensificar o controle de endemias como dengue, malária, hanseníase e tuberculose; aumentar a realização de testes de Aids; fortalecer ações de vigilância em saúde e melhorar a gestão democrática do Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro anunciou que uma comissão técnica está reavaliando os papéis dos hospitais universitários. Humberto Costa pretende integrar esses hospitais à rede do SUS, para que não sejam mais “ilhas, como são hoje”.

Para ele, os principais problemas do SUS são recursos financeiros insuficientes, gastos feitos irracionalmente, pouca participação dos estados no financiamento, deficiência qualitativa e quantitativa de recursos humanos, relações de trabalho precárias e, como conseqüência, filas para atendimento.

Humberto Costa lembrou que o SUS tem 15 anos de existência orientada para garantir acesso de todos os brasileiros a sua rede hospitalar. Segundo o ministro, uma pesquisa indicou que somente 8,7% da população brasileira não utiliza o SUS. O sistema tem mais de 63 mil unidades ambulatoriais e 5.794 unidades hospitalares responsáveis por mais de 900 mil internações por mês e um total de 11,7 milhões de internações por ano no Brasil, informou. Para o ministro, quem reclama do SUS é quem não usa o sistema.

O ministro anunciou a geração de cerca de sete mil empregos para profissionais de saúde este ano com a formação de novas equipes de atendimento à saúde e a compra de 700 viaturas para distribuição aos municípios. Costa disse acreditar que, mais cedo ou mais tarde, deverá haver uma flexibilização dos limites da Lei da Responsabilidade Fiscal para permitir a contratação de profissionais nas áreas de saúde, educação e segurança pública.