Ministro Aldo Rebelo ressalta “a força econômica do futebol”

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 25 de dezembro de 2012 as 13:11, por: cdb
Garrincha, alegria do povo, herói da torcida alvinegra e ídolo brasileiro na Seleção
Garrincha, alegria do povo, herói da torcida alvinegra e ídolo brasileiro na Seleção, sempre jogou no Brasil

O primeiro foi Julinho Botelho, ponta-direita que muitos (até o técnico Vicente Feola, segundo o testemunho do jornalista Roberto Avallone) consideravam melhor que Garrincha. Contratação milionária da Fiorentina da Itália em 1955, retornou ao Brasil em 1959 para jogar no Palmeiras e na Seleção. Mas é na atualidade que o futebol brasileiro mais repatria jogadores de alto nível que brilham sobretudo em clubes ricos da Europa.

Por Aldo Rebelo

A lista é grande: Ronaldo no Corinthians, Ronaldinho Gaúcho no Flamengo e depois no Atlético Mineiro, Zé Roberto no Grêmio, Dida na Portuguesa, Alex no Curitiba e agora o zagueiro Lúcio no São Paulo. Neste fim de ano ainda se negocia o regresso de Robinho e Alexandre Pato. Haverá quem diga que são veteranos de volta ao lar, mas é fato que todos poderiam jogar nos grandes times do mundo. Lúcio era disputado por nove clubes até fazer com o São Paulo um contrato que não fica atrás do que tinha na Juventus da Itália.

Ainda estamos longe de segurar craques revelados, mas a permanência do maior de todos, o garoto Neymar, no Santos, é sinal de que nem todo ouro vai para o exterior. Ganso foi do Santos para o São Paulo, por R$ 24 milhões. Repatriar e manter estrelas pode ser tendência dadivosa num negócio em expansão. O Ministério do Esporte trabalha com o cálculo de que o futebol representa 0,2% do PIB nacional, mas tem potencial para atingir 1,2%.

As maiores fontes de recursos ainda são a venda de jogadores e os pagamento da TV. Outras, novas ou dinamizadas, estão no horizonte. A Copa de 2014 deixará um conjunto de estádios modernos, confortáveis e acessíveis que atrairão mais torcedores. Uma fecunda mentalidade de gestão, associada à renovação das lideranças, certamente vai gerar um futebol opulento, sob a condição de que a paixão nacional não perca sua maestria técnica e alegria lúdica.

Aldo Rabelo é ministro do Esporte.