Ministério discutirá proteção à indústria têxtil, diz deputado

Arquivado em:
Publicado Quarta, 22 de Junho de 2011 às 11:40, por: CdB

O presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Têxtil, deputado Henrique Fontana (PT-RS), informou que o Ministério da Fazenda vai criar um grupo de trabalho para discutir formas de proteção ao setor. A decisão foi tomada pelo ministro Guido Mantega após reunião com integrantes da frente parlamentar nesta quarta-feira.

De acordo com Fontana, a desoneração da folha de pagamentos das empresas e o fim da guerra fiscal entre estados serão alguns dos principais pontos a serem abordados pelo Executivo. "Uma das propostas é a possibilidade de reduzir a alíquota de contribuição sobre a folha de pagamentos para setores de mão de obra intensiva. A outra questão é o fim da guerra fiscal, que hoje infelizmente permite que produtos importados entrem no Brasil em situação de vantagem tributária sobre artigos nacionais", adiantou.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), um dos coordenadores da frente, reiterou a necessidade de reduzir o custo de produção das indústrias. “Muitas empresas estão fechando as portas”, lembrou.

Proteção
Durante a reunião, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Aguinaldo Diniz, destacou a Mantega a importância de o governo resguardar as companhias brasileiras de modo a não transferir os empregos aqui gerados para a China, principal concorrente dos produtos nacionais. “Queremos um canal para sentar com a parte técnica [do ministério] e discutirmos o fortalecimento do setor", solicitou.

O ministro concordou com as argumentações e consentiu com a articulação da frente têxtil com os técnicos do Ministério da Fazenda. “Acolho a ideia de um grupo de trabalho como temos com o setor automobilístico”, disse, solicitando que a primeira reunião aconteça já na próxima semana.

Segundo Mantega, as dificuldades enfrentadas atualmente pela indústria são motivadas pela crise econômica de 2008, que continua na maior parte do mundo. “Não é problema só do setor têxtil, é de todos os manufaturados”, ponderou. “Temos de resolver sem jogar fora as normas da OMC [Organização Mundial do Comércio].”

Reportagem – Karla Alessandra/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira

Tags:
Edição digital

 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo