Militantes da UJS derrubam boneco gigante da Dilma

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Publicado sábado, 24 de outubro de 2015 as 15:54, por: cdb

Por Redação, com ACSs – de Fortaleza

Militantes da juventude do Araguaia saíram em defesa da democracia e contra o golpe na capital cearense, neste sábado, após derrubar, na véspera, mais um boneco difamatório da presidenta Dilma Rousseff, instalado numa avenida de Fortaleza. No final da tarde passada, após algumas tentativas e muitas agressões, Sarah Cavalcante, presidenta estadual da UJS, anunciou: ”Conseguimos!” Estava denunciado o caráter truculento e não político do ato golpista.

O boneco difamatório foi furado por militantes da UJS, em Fortaleza
O boneco difamatório foi furado por militantes da UJS, em Fortaleza

Para Sarah, não se trata simplesmente de furar o boneco “e sim o que ele representa, que é uma afronta às mulheres, aos trabalhadores, à imagem do ex-presidente Lula e da Presidenta Dilma, além de uma afronta ao povo brasileiro. Furar aquele boneco significa defender o povo e os direitos que foram conquistados no período recente”.

Truculência

Diante do histórico de bonecos estourados em todo o Brasil pela brava UJS, o grupo antidemocrático estava mais prevenido. E usou e abusou de práticas fascistas. Além de funcionários identificados com a camiseta escrita “apoio”, o grupo contou com capangas que tiraram fotos, perseguiram e ameaçaram os militantes. No episódio um integrante da UJS foi agredido na cabeça com um porrete e precisou de atendimento médico.

Para derrubar o boneco, a UJS usou um rojão com uma vara madeira de dentro de um carro. O boneco foi atingido na altura do pescoço e desinflou. Ainda foram lançados outros dois rojões, que o esvaziaram mais rápido.

Para Germana Amaral, diretora da UNE presente ao ato, “não dá mais pra aceitar esse clima de ódio que a gente tá vivendo na sociedade. É um pessoal reacionário que escreve ‘direitos petistas’ num pedaço de pau pra bater na gente. Gravaram e espalharam um vídeo chamando eu e a Sarah de vagabundas. Nós temos uma juventude que não aceita esse tipo de clima e de acusação na nossa cidade”.

Para Sarah, a juventude tem importante papel a cumprir. “A gente tá de prontidão. Na luta contraessa onda conservadora, a juventude pode ser a principal protagonista”.

— É muito gritante o ódio desse pessoal. São homens armados com cassetete, brancos, heterossexuais, e muita truculência. Que batem com um pedaço de pau num jovem que discorda deles. Essa direita conservadora não é superior ao debate político. Eles não querem debater as políticas, querem ser truculentos e autoritários. Da mesma forma que eles têm direito de se manifestar, a gente tem de discordar e de não querer que eles estejam lá — analisou a presidenta da UJS-CE.