Milena Haesbaert se destaca e é intitulada como `O Corpo´

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Publicado segunda-feira, 14 de julho de 2003 as 02:11, por: cdb

O sobrenome é alemão. O jeito extrovertido puxa o lado espanhol da mãe. Mas foi o gingado brasileiro que rendeu a Milena Haesbaert o apelido de “O Corpo”, na edição do Fashion Rio que acabou sexta-feira no Museu de Arte Moderna.

Presente em todos os principais desfiles da semana de moda, da praiana Salinas ao sofisticado Carlos Tufvesson, depois de uma participação também surpreendente no São Paulo Fashion Week, Milena diz que já ralou muito por trabalho, mas agora pode se deixar levar.

– No começo, é preciso ser muito persistente, depois as coisas acontecem naturalmente – garante a moça de 21 anos, 1,79m e 55kg.

Os olhos levemente puxados bem harmonizados com o nariz fino podem desviar a atenção do corpo, mas quem já viu Milena desfilando moda-praia não esquece.

Entre costas bem trabalhadas e barriga perfeita, parte do corpo de que a moça mais gosta, se destacam três tatuagens: uma flor na panturrilha e, na nuca, uma tribal e a frase “Vida Louca”.

– É como defino minha vida – diz Milena. A modelo afirma que malha quando está estabilizada em algum lugar, mas conta que o belo par de pernas é conseguido naturalmente. “De tanto andar para testes”, explica.

Filha de agrônomos, com irmã que seguiu a carreira dos pais, a modelo assume numa boa a pecha de ovelha negra da família. “Sou a desgarrada”, brinca.

Aos 6 anos, saiu do Brasil para Madri porque os pais iam fazer mestrado. Voltou da capital espanhola aos 11 e se instalou em Bagé, no Rio Grande do Sul, onde mantém uma casa, dois cachorros e um gato.

– Há quatro meses não vou lá. Mas, para onde vou, carrego uma foto deles – diz.

Milena reconhece que teve muita sorte, mas depois de se aventurar pelo mundo, largar tudo, abrir uma boate em Florianópolis e retomar à carreira de modelo, aprendeu a comandar melhor a própria vida.

– Ano passado trabalhei enlouquecidamente aqui no Brasil e minha imagem começou a ficar meio desgastada. Corri atrás de viagens, passei um tempo em Nova Iorque. Lá é o centro do mundo. Todos os melhores estão lá. A competição é muito forte. Voltei com o passe valorizado – conta.
Dividida entre São Paulo, Nova Iorque e Bagé, Milena não consegue ter um relacionamento amoroso muito convencional.

– Cheguei a ficar noiva por um ano, mas, quando fui para Nova Iorque, ficou difícil continuar. Agora que voltei ao Brasil, reencontrei o ex e a gente está voltando a se entender – diz.

Talvez por isso Milena se considere num momento nota 7. “O trabalho está indo bem, a cabeça também, mas sei que ainda tenho o que conquistar.” Talento para isso ela tem.