Mídia repercute críticas à revista

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Publicado terça-feira, 30 de agosto de 2011 as 09:58, por: cdb

A revista Veja agiu de forma tão acintosa em sua matéria deste final de semana contra mim (leia mais neste blog) que vários jornais, revistas e emissoras de TV repercutiram o fato.

No jornal Valor Econômico, por exemplo, tive o espaço para expor minha indignação. Sob o título “Para Dirceu, é piada insinuação de que conspirou contra Palocci”, pude comentar minha posição em relação à Dilma Rousseff – cujo governo a revista me acusa de conspirar contra. A insinuação de que eu o fizesse, agindo contra ministros, senadores e deputados para me aproveitar politicamente da queda do ex-ministro Palocci, conforme retratou fielmente o jornal, é simplesmente “de morrer de rir”.

“Até as pedras sabem que eu sou governista. Pode ter alguém que apóie (o governo Dilma), tanto quanto eu, mas é difícil”, afirmei à publicação. O jornal também reproduziu meus argumentos sobre meus direitos de me encontrar com quem eu bem entenda. “Isso é natural, eu tenho todo o direito de fazer política. Que eu encontro com parlamentares, com políticos, com governadores, isso é sabido”, afirmei.

Caso de polícia

A revista Carta Capital também repercutiu o episódio. Ressaltou que a apuração de Veja acabou tornando-se caso de polícia. E deu voz ao advogado Hélio Madalena, do escritório Tessel e Madalena (leia mais neste blog). Helio explicou um acordo de cooperação técnica entre nossos escritórios. “Esse acordo prevê a cessão de instalações, logística, infra-estrutura e material humano quando o advogado está em trânsito, ou eu em São Paulo ou ele aqui em Brasília. Isso se chama associação de escritórios, que é um procedimento previsto pela lei e no estatuto da ordem”, disse.

Também tive espaço em reportagem da emissora SBT (assista o vídeo clicando aqui). “A matéria é a piada do ano. Todo mundo sabe, no Brasil, que é difícil encontrar alguém mais governista do que, no PT”, disse à reportagem. “Eu espero que o ministério público e a polícia federal investigue, porque isso é crime, é público, tem boletim de ocorrência. Eu não preciso tomar nenhuma medida”, conclui.

No jornal Fala Record News, pude afirmar que a atitude da revista foi um crime. “(Foi) invasão de privacidade de todos os hospedes do hotel e da privacidade de deputados, senadores, de governadores, que se hospedam lá”, expliquei, ressaltando, ainda que, “na verdade, (a matéria de Veja) não é jornalismo investigativo, isso é polícia política”.

“Dilma sabe de minha lealdade”

Disse à reportagem da emissora que “O que nós estamos vendo é uma atuação como se fosse uma investigação policial e violando a lei”. E reafirmei que eu tenho certeza absoluta que a presidente Dilma sabe da minha lealdade, do meu companheirismo e sabe que eu sempre estive ao lado dela. Confira aqui vídeo da matéria.

Na blogosfera, os artigos sobre o episódio já somam várias dezenas. É um alento comprovar que a democracia e o direito à informação são bandeiras de vários autores, que não se cansam em produzir um jornalismo alternativo e combativo. São exemplos a serem seguidos por Veja.