Michael Jackson diz que se sente traído por jornalista

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Publicado quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003 as 14:20, por: cdb

O astro pop Michael Jackson afirmou que se sente “absolutamente traído” por um polêmico documentário sobre ele exibido no canal de TV britânico ITV na noite de segunda-feira.

O cantor, de 44 anos, tem sido criticado em todo o mundo desde que revelou no programa Living with Michael Jackson (Vivendo com Michael Jackson, em tradução livre) que divide sua cama com crianças.

Jackson viu o programa na quarta-feira e imediatamente divulgou um comunicado dizendo que o especial era um “caçador de audiência”. A produtora que fez o documentário não se pronunciou sobre as declarações do cantor.

O astro afirmou que jamais faria mal a uma criança e disse que sua confiança foi traída porque as câmeras continuaram a filmar seus filhos contra a sua vontade.

Confiança

O comunicado afirma que Bashir prometeu a Jackson que essas imagens não seriam exibidas no programa.

“Eu confiei em Bashir e permiti que ele entrasse na minha vida e na de minha família porque eu queria que a verdade fosse dita”, afirmou Jackson na declaração.

“Martin Bashir me convenceu a confiar nele, dizendo que esse seria um retrato honesto e justo da minha vida e afirmando que ele era o homem que mudou a vida de Diana”, acrescentou.

“Estou surpreso que um jornalista profissional comprometa sua integridade me enganando desta forma.”

Jackson disse que se sentiu “mais traído do que nunca”.

Debbie Rowe, ex-mulher de Jackson e mãe de dois de seus três filhos, também foi citada na declaração.

“Dói no meu coração que alguém possa realmente acreditar que Michael pudesse fazer qualquer coisa para machucar ou pôr nossas crianças em risco: elas são a coisa mais importante em sua vida”, disse a declaração.

Nesta quinta-feira, Debbie foi entrevistada por um canal de TV britânico.

“Ele é um homem maravilhoso, amoroso e cuidadoso e não está sendo retratado como realmente é”, disse ela.

“Não há outra pessoa que pudesse ser um pai melhor. Eu me sinto ofendida com suposições de que ele não seria pai, e que não seria um bom pai.”

“Meus filhos não me chamam de mãe porque eu não quero”, acrescentou.

“Eles são filhos de Michael. Não é que eles não sejam meus filhos, mas eu os tive porque queria que Michael fosse pai.”

Vendas disparam

O documentário ajudou a impulsionar as vendas dos CDs de Jackson.

As vendas de Thriller subiram 500% na terça-feira, comparada com o desempenho da semana anterior, e as do CD com seus maiores sucessos, History, dispararam 1000% na cadeia britânica HMV.

Os fãs do cantor reagiram às críticas a seu ídolo.

A organização MJ News International iniciou uma campanha encorajando fãs a enviarem cartas para os meios de comunicação que “estão sendo injustos com Michael”.

O documentário também foi exibido na Holanda e na Austrália e vai ao ar nos Estados Unidos na noite desta quinta-feira.

Estima-se que 14 milhões de pessoas na Grã-Bretanha assistiram ao programa, no qual o ex-líder do Jackson Five é entrevistado por Martin Bashir, que ficou conhecido por extrair confissões da princesa Diana em 1995.

Bashir seguiu Jackson por oito meses e o entrevistou em diversos lugares, especialmente no rancho do cantor, na Califórnia, batizado de Neverland (Terra do Nunca, como na história de Peter Pan).