MG sofre prejuízo com tempestades

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Publicado sexta-feira, 5 de dezembro de 2003 as 02:44, por: cdb

O forte temporal que caiu na madrugada da última quinta-feira em Belo Horizonte registrou picos de 54 milímetros – a média normal de uma chuva forte varia de 25 a 30 mm, conforme o especialista Claudemir Azevedo, do 5º Distrito de Meteorologia, e deixou um rastro de destruição e muito prejuízo.

As áreas mais atingidas, de acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), foram as Zonas Norte, Nordeste (bairros Ipiranga e São Paulo), e Pampulha, com registro de 48 inundações, cinco quedas de árvore, 10 solicitações de veículos levadas pela correnteza, em um total de 63 ocorrências entre as 2h30 e as 10h.

No meio da tarde, a Cedec ainda atendia vários casos de inundações, desabamentos de muros e trincas em casas. Dois deslizamentos de encostas foram registrados nos bairros Santo André e Palmeiras. A meteorologia prevê para os próximos dias tempo nublado e pancadas de chuva.
 
Todos os vôos do Aeroporto da Pampulha foram transferidos para Confins. Somente nesta sexta-feira pela manhã o aeroporto será reaberto. Além dos passageiros, quem mais amargou prejuízos foram os comerciantes, que tiveram as lojas inundadas.

Mais uma vez, a miséria humana foi exposta, com as chuvas fortes que invadiram barracos nas Vilas Matadouro e Vietnã, no Bairro São Paulo. Muitas famílias perderam o pouco que tinham.

No interior, apesar da chuva forte em alguns municípios, as Coordenadorias Municipais de Defesa Civil não registraram ocorrências de destaque.

De acordo com o 5º Distrito de Meteorologia, Patos de Minas, no Alto Paranaíba, foi a cidade em que se registrou maior volume de chuva: 79,9 mm. Em seguida vem São Sebastião do Paraíso, no Sudoeste do Estado, com 78 mm. Belo Horizonte ficou com média de 57 mm, e Lavras, no Sul de Minas, com 38,6 mm.