MÉXICO E EUA CONCORDAM QUE GRUPOS CRIMINOSOS SÃO INIMIGOS COMUNS

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Publicado quarta-feira, 21 de setembro de 2011 as 08:26, por: cdb

CIDADE DO MÉXICO, 21 SET (ANSA) – O ministro mexicano do Interior, Francisco Blake Mora, e o embaixador dos Estados Unidos no país, Earl Anthony Wayne, declararam que as duas nações têm como “inimigo comum” os grupos criminosos transnacionais.
   
O diplomata se reuniu com o ministro para agradecer “seu compromisso frutífero com os Estados Unidos na criação de uma fronteira ‘século 21’, que beneficia os cidadãos”.
   
Durante o encontro, os dois trocaram “pontos de vista em relação à segurança do México”, informou um porta-voz oficial.
   
Wayne definiu Mora como “um sócio indispensável” na manutenção da cooperação “produtiva e efetiva” entre Washington e Ciudad de México.
   
Por sua vez, o ministro mexicano ratificou, por meio de um comunicado oficial, a disposição do México “em manter e fortalecer os esquemas de cooperação vigentes entre os dois países, sempre respeitando os princípios de confiança mútua, corresponsabilidade e respeito à legislação de cada nação”.
   
Mora também destacou que o combate ao crime organizado “é a principal demanda dos mexicanos” e reiterou que o governo do presidente Felipe Calderón “mantém uma luta firme” contra a criminalidade, que “em muitos casos têm raízes em outros países e que se alimenta do fluxo ilegal de armas”.
   
Ontem, tropas federais mexicanas prenderam quatro pessoas, entre elas um menor de idade, suspeitas de pertencerem ao cartel Los Zetas e de estarem envolvidas no incêndio do Cassino Royale em Monterrey, em 25 de agosto, quando 52 pessoas morreram.
   
A detenção foi realizada, depois da polícia ter recebido uma denúncia anônima, no bar El Infierno, em um bairro popular de Monterrey, capital do estado de Nuevo León, fronteira entre México e Estados Unidos.
   
Até o momento as autoridades capturaram dez pessoas envolvidas no ataque e outros oito, embora identificados, estão foragidos.
   
Também ontem foram encontrados 18 corpos abandonados junto a dois furgões em Boca del Rio, um local próximo ao porto de Veracruz, sobre o Golfo do México. De acordo com a imprensa local, a zona chegou a ser isolada por militares e os policiais forenses fizeram a identificação dos corpos. (ANSA)