Metroviários de São Paulo ameaçam parar na quarta-feira

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Publicado segunda-feira, 22 de outubro de 2012 as 17:04, por: cdb

Metroviários de São Paulo ameaçam parar na quarta-feira

Para sindicalistas, contraproposta da presidência do Metrô continua a privilegiar ‘alta chefia’

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 22/10/2012, 18:55

Última atualização às 18:55

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SãoPaulo – Os metroviários de São Paulo ameaçam entrar em greve nesta quarta-feira (24), devido a um impasse nas negociações sobre o pagamento da participação nos resultados (PR). A discussão ocorre fora da data-base da categoria, que é 1º de maio. A Companhia do Metropolitano (Metrô) apresentou hoje (22) contraproposta ao Sindicato dos Metroviários, alterando a data do pagamento de fevereiro de 2013 para dois meses depois. A proposta foi rechaçada pelos sindicalistas. Para eles, o Metrô tem um “política elitista” de distribuição dos lucros.

Segundo a entidade, um assessor da presidência, cujo salário é superior a R$ 20 mil, recebe uma PR quatro vezes maior do que a recebida por um funcionário cujo salário é de R$ 1.225,51. “O Metrô manteve uma proposta que privilegia a alta chefia. “Na nossa conta, segundo o que eles nos passaram, só 400 funcionários – assessores e diretores – seriam beneficiados, e o restante, inclusive, receberia R$ 200 a menos na PR”, reclamou o vice-presidente da entidade, Sérgio Magalhães. A categoria quer uma distribuição mais justa da PR.

OMetrô marcou negociação com os dirigentes do sindicato para amanhã(23) de manhã. Mais tarde, às 15h, as partes se encontrarão em audiência como Tribunal Regional do Trabalho (TRT). “Não queremos fazer greve. Issoque falam é uma falácia. Fazer greve é terrível, então estamostentando negociar de todas as formas”, disse Magalhães. Eleafirmou que o Metrô tem quebrado todas as normas negociais. “Noessencial, a proposta deles continua sendo a mesma que a anterior, só que escrita de forma diferente”,comentou. No final de setembro, a categoria ameaçava greve em 4 de outubro, mas o movimento foi adiado após audiência no TRT à época. Após a audiência, os trabalhadores farão assembleia, marcada para as 18h30.

A categoria exige equiparação salarial e jornadade trabalho de 36 horas semanais para os funcionários de turnoininterrupto. Segundo o sindicato, os metroviários cumprem jornada excessiva.

Emnota, o Metrô declarou ter melhorado a proposta anterior,prevista no acordo coletivo de trabalho. A empresa buscou “apadronização das escalas de trabalho, respeitando as jornadasvigentes de, no máximo, 36 e 40 horas”. As condições dosintervalos continuaram as mesmas, segundo a nota. “Os intervalosremunerados para refeições e descanso para os empregados em regimede escala foram mantidos em 30 minutos, conforme acordo coletivovigente”, diz a nota.

Assim como na paralisação ocorrida em 23 de maio, o sindicato propõe a liberação das catracas no dia da greve. Ogoverno do estado e o Metrô, no entanto, rechaçam a proposta,alegando impossibilidade administrativa. Magalhães critica a posiçãodo governo e aponta que este oferece, quando faz obras ou hácontratempos, ônibus gratuitos para os mesmos trajetos daslinhas de metrô que seriam interrompidas temporariamente. “É umcontrassenso. Colocam mais ônibus nas ruas, provocando muito maistrânsito, mas proíbem a catraca livre. Passagem de ônibus de graçapode, de metrô, não”, disse.